Está lançada mais uma controvérsia na Fórmula 1 e que nada ajudará a disciplina: Matteo Perini, Comissário da FIA no Grande Prémio de Singapura e no Japão, admitiu que a decisão do Colégio de Comissários Desportivos em relação a um dos três incidentes de Max Verstappen, analisados a seguir à sessão de qualificação, foi um erro e que o piloto da Red Bull deveria ter sido penalizado com a perda de lugares na grelha de partida.
Max Verstappen foi investigado após a qualificação por ter ficado parado na saída da via das boxes no início da sessão, impedindo a saída de outros carros, e por alegadamente “impedir desnecessariamente” Logan Sargeant entre as curvas 17 e 18, assim como a Yuki Tsunoda entre as curvas 3 e 4, já no segundo segmento da sessão. Recebeu uma advertência pelo episódio no pitlane e outra pelo incidente com Tsunoda. No caso do impedimento a Sargeant não recebeu qualquer sanção da FIA.
O problema agora, e depois das decisões terem sido recebidas com alguma surpresa pelas equipas adversárias da Red Bull, é que um dos Comissários que esteve envolvido na tomada de decisão, admitiu, em reunião com os chefes de equipa em Suzuka, que Verstappen deveria ter sido penalizado por ter impedido Tsunoda, pelo que avançam várias publicações presentes no Japão. Também confessou que um outro incidente entre Sargeant e Lance Stroll deveria ter levado à penalização do piloto da Williams, o que não aconteceu.
Na questão do pitlane terá sido dito aos responsáveis das equipas que não é proibido pelo regulamento, mas terão os Comissários pedido à FIA para rever esta situação para o futuro.
Isto quer dizer que Max Verstappen escapou à perda de três lugares na grelha de partida de domingo passado, reforçando o mesmo Matteo Perini, que esta situação não deve levar o CCD a permitir que outros pilotos não sejam penalizados em incidentes semelhantes que ocorram no futuro, ou seja, não devendo servir para abrir um precedente na Fórmula 1.
Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images/Red Bull Content Pool











