Após um desafiador ano de 2022 e um 2023 em que as melhorias foram mínimas, ou até inexistentes – marcando o primeiro ano em que a equipa não conquistou pelo menos uma vitória desde 2012 – a Mercedes enfrenta uma nova temporada com um novo rumo em relação ao seu monolugar, querendo bater-se com a Red Bull, a “referência” neste momento, como disse Toto Wolff. Ainda que a ambição para o fazer seja grande, o responsável da Mercedes avisa que há ser realista e perceber que a diferença entre as duas equipas era, em 2023, muito grande.
Apesar de encerrar o campeonato de construtores de 2023 em segundo lugar, a Mercedes terminou o ano com uma desvantagem de 451 pontos em relação à Red Bull e sem qualquer vitória em corrida. Salientando que é necessário reagir à adversidade, Toto Wolff disse que a sua equipa detesta “perder e isso motiva-nos, mas isso não significa que não possamos desfrutar do desafio que temos pela frente, trabalhando nos nossos problemas e o que temos de fazer como equipa. Tudo isso faz parte do desenvolvimento”.
Apesar disso, o responsável da Mercedes identificou os maiores desafios para a sua equipa. “Por um lado, temos de ser realistas quanto às probabilidades de vencer uma equipa que está bastante à frente com estes regulamentos e que fez as coisas bem nas duas últimas épocas, enquanto nós não fizemos”, disse Wolff. “Não há milagres no desporto. Por outro lado, a nossa ambição é forte. É a Red Bull e um carro muito bem sucedido que são a referência que pretendemos bater. Não sei quando é que isso vai acontecer, não temos nenhuma bola de cristal, mas saberemos em breve o quanto estão à frente e a tarefa que temos pela frente”.
Só quando as equipas realizarem os primeiros quilómetros da temporada, no teste coletivo no Barém (de quarta a sexta-feira), é que poderemos começar a perceber o estado atual de forças na grelha da Fórmula 1.











