F1, Toto Wolff: “Dez equipas são o suficiente”

Por a 22 Fevereiro 2022 13:30

As recentes notícias do interesse de Michael Andretti em entrar na F1 com uma equipa criada de raiz não entusiasmaram Toto Wolff. O chefe da equipa Mercedes considera que a F1 tem equipas suficientes.

Durante algum tempo, era dito que 10 equipas (20 carros) eram pouco para a F1 e que era necessário mais uma ou duas equipas para permitir a entrada de novos talentos e melhorar as corridas. No entanto, com a assinatura do novo Pacto de Concórdia, que prevê uma distribuição mais equitativa do dinheiro, além de valorizar muito mais as equipas já presentes no campeonato (com o limite de custos a permitir às estruturas anteciparem lucros), a entrada de novas equipas pode diluir esses lucros.

A postura de Wolff quanto à possível entrada da Andretti mostra uma mudança de postura. O chefe da Mercedes parece concordar que dez equipas são suficientes. “Mais do que isso apenas dilui o retorno”, é citado pela Auto Motor und Sport. “Que equipa mereceria participar na categoria de topo do desporto automóvel? Penso que se um fabricante entrasse, teríamos certamente de falar sobre isso. Mas nenhum candidato credível bateu ainda à porta”.

Assim, podemos entender que qualquer estrutura privada que queira entrar na F1 terá vida muito difícil pois as equipas não querem dividir o dinheiro com outras equipas. No entanto, se for um construtor o cenário poderá ser diferente.

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32 comentários

  1. jo baue

    22 Fevereiro, 2022 at 20:23

    Fica claríssimo que o “não” seco e frio da “FIA” tinha por trás este gajo, sempre com a arrogancia de quem estabelece as regras. Não aceitas? Então agarro na bola e acaba o jogo.
    Só uma ovelhinha de rebanho- é atávico em certas geografias- é que não vê quem é este. No dia em que sair da F1 será um dia de festa.
    P.S: Gande Mario, verdadeiro Campeão, que não te encolheste a tirar a máscara a estes a propósito de Abu Dhabi !

  2. Não me chateies

    22 Fevereiro, 2022 at 21:58

    A FIA vai ter o que merece no dia que 3 ou 4 equipas abandonarem a F1. Negarem uma equipa como a Andretti, só prova que querem o tacho só para eles. Tenho nojo desta gente, a F1 está morta deportivamente desde os anos 80. Querem manter vagas para algum fabricante alemão…

  3. Não me chateies

    22 Fevereiro, 2022 at 22:20

    O que a Indycar devia fazer era aumentar a potência dos motores e introduzir mais chassis e colocar os carros tão rápidos como os V10 de 2004 e incomodar onde doi mais a esta gente que pensa que manda no desporto automóvel. Por exemplo no WEC rejeitaram a Bykolles porque não é uma fabricante, a Toyota continua praticamente sozinha, a F1 vai pelo mesmo caminho.

  4. alvesba22020_gmail_com

    22 Fevereiro, 2022 at 22:38

    É personagem pela qual não morro de amores. Mas neste ponto, não deixa de ter razão. Ou quase. Para uma equipa entrar na F1 tem de dar garantias de competitividade. E equipas privadas não me parece que o consigam. Dúvidas houvesse e é ver o que anda uma Haas a fazer.
    Não gostaria muito de voltar aos tempos em que algumas equipas não conseguiam sequer fazer os tempos mínimos de qualificação, ficando de fora da corrida.

    • Fast Turtle

      22 Fevereiro, 2022 at 23:42

      Claro. Terem acabado um mundial em quinto lugar é mau demais e terem ficado a frente de uma McLaren com o triplo do orçamento não é nada.

      Estas equipas de meia tigela.

      Haas e Williams andam mais na f1 ou Williams já merece ficar pela história?

      Ele há cada um.

      P.S. Mercedes Ferrari e Alpine são as únicas que merecem lá estar. Red Bull é privada. Vamos dar 7 carros a estas equipas para deixarem de haver privados na f1 e se entrar então alguém reduzimos o nr de carros por equipa.

  5. Roderlei Bigliazzi Roder

    23 Fevereiro, 2022 at 3:29

    Toto valorizando mais ainda sua posição de investimento, mas a FIA não abriria mão de 200 milhões p/ dividir entre 10 equipes, e ganhar mais dinheiro vendendo o circo em novos mercados, principalmente americano e chines.

  6. mariojscosta

    23 Fevereiro, 2022 at 16:47

    Christian Horner, por outro lado, lembrou imediatamente que a entrada de uma nova equipe na categoria vai fazer com que as outras dez escuderias presentes tenham que abrir mão de parte de seu faturamento — algo impensável na F1. Assim, o britânico lembrou do Pacto da Concórdia — acordo assinado ainda na década de 1980, mas que vem sendo renovado e prevê a impossibilidade da entrada de uma nova equipe até 2025.

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