Governo de Aragão adia prova e procura nova data
A Baja España-Aragón 2026, prevista para 24 a 26 de julho, foi suspensa pelo Governo de Aragão devido ao risco extremo de incêndios florestais. A organização e as autoridades regionais vão agora trabalhar para encontrar uma nova data ainda durante este ano, mantendo a realização da 42.ª edição da prova.
A decisão foi tomada com base em relatórios técnicos e numa reunião que envolveu responsáveis políticos, de emergência e da empresa organizadora, Esedos Events & Productions S.L.
Segurança acima de tudo
Perante o alerta vermelho e as condições meteorológicas adversas previstas para Teruel e para toda a região — com temperaturas elevadas, vento, humidade baixa e um território particularmente seco — o Governo regional considerou que a prova representaria um risco adicional inaceitável. A vice-presidente do executivo aragonês sublinhou que era necessário evitar o tráfego intenso de veículos e a concentração de espectadores associadas a um evento desta dimensão.
A decisão teve também em conta a situação excecional vivida nas últimas semanas em Aragão, marcada por incêndios que exigiram uma resposta reforçada dos meios de combate e dos serviços de emergência. O objetivo passou igualmente por não acrescentar pressão sobre os operacionais, que poderão voltar a ser mobilizados caso surjam novos fogos.
Impacto Económico e nova calendarização
Tanto o Governo de Aragão como a organização da prova reconheceram o peso económico, turístico e social da Baja España-Aragón na província de Teruel e na comunidade autónoma. Ainda assim, as duas partes comprometeram-se a procurar uma alternativa de calendário que permita realizar a competição em 2026, com o apoio da FIA, da FIM, da RFEA e da RFME. A intenção passa também por estudar, no futuro, um calendário mais estável que evite a coincidência com as semanas de maior risco de incêndio.
Portugueses ficam em espera
A suspensão apanhou em preparação 15 equipas portuguesas, que se preparavam para enfrentar uma lista de inscritos forte e diversificada, tanto em automóveis como em camiões. A promessa, para já, fica adiada: a organização garante que regressará “mais forte”.









