A Mercedes tinha apontado para que depois da pausa de verão fosse anunciado o segundo piloto da equipa. Ainda estamos a meio do encerramento obrigatório dos trabalhos da F1, mas Toto Wolff continua a trabalhar, desta vez, defendeu a posição de Valtteri Bottas e considerou “demasiado duro” dizer que o tempo do piloto finlandês dentro da estrutura já passou. Para o líder da equipa, não se pode esquecer do trabalho que Bottas fez na equipa.
“Penso que isso é demasiado duro. Quando penso no Mónaco, teve muito azar, onde deveria ter terminado em segundo lugar em pista, e nós deixámo-lo ficar mal. É muito duro. E se o seu companheiro de equipa for o sete vezes campeão mundial, um vencedor de 100 Grandes Prémios, obviamente, isso será difícil. Tem um grande espírito de equipa, ganhou vários grandes prémios, esteve sempre pronto para o que fosse preciso, 53 pódios. É preciso reconhecer que ele é um sólido, e muito importante, pilar da equipa”, afirmou o austríaco ao site GPfans.
As palavras de Wolff estão na mesma linha de raciocínio de Mika Häkkinen, que criticou os comentários, que considera injustos, sobre o piloto da Mercedes.
“Desde que se mudou da Williams para a Mercedes, sei que Valtteri nunca deixou de se empenhar, aprender e desenvolver-se como piloto. Conquistou nove pódios com a Williams e ajudou-os a alcançar o terceiro lugar no Campeonato Mundial de Construtores durante dois anos consecutivos, mas também se apercebeu que a Mercedes estava a um nível totalmente diferente. Foi um desafio muito diferente. Como companheiro de equipa de Lewis, ele tem ao seu lado o mais formidável concorrente. Foi surpreendente ver a calma, o controlo e a determinação que Valtteri manteve, o quanto ele continuou a trabalhar apesar do desafio e das críticas fáceis. Apenas se concentra em atacar todos os fins de semana, com toda a força possível, dando o seu melhor para a equipa. Há um mito popular de que ganhar grandes prémios é fácil quando se tem o melhor carro. Isso só mostra que o desafio não é compreendido. Não há nada de fácil em ganhar em na F1, sejam 20 corridas para mim ou nove grandes prémios para Valtteri. É ainda mais difícil quando se tem um múltiplo campeão mundial ao seu lado na garagem. É uma das razões pelas quais tenho a certeza de que Valtteri merece mais reconhecimento pelo trabalho que realizou”.












