O candidato à presidência da FIA, Tim Mayer, intensificou as suas críticas ao atual presidente, Mohammed Ben Sulayem, acusando-o de promover uma cultura de medo e de não cumprir as promessas de transparência, boa governação e liderança não executiva.
Mayer, um antigo comissário da FIA que foi demitido por Ben Sulayem, insiste que a sua campanha não é motivada por vingança, mas pelo desejo de reformar a FIA.
“Ele não cumpriu essas ideias”
“Não se trata de vingança”, disse ele aos jornalistas numa conferência de imprensa no início deste mês. “Trata-se de como podemos impulsionar a FIA. Trata-se do que podemos fazer melhor nesta campanha e nos próximos quatro anos. Mohammed Ben Sulayem fez promessas há três anos e meio que eram boas ideias. Transparência, governação, ele até prometeu que seria um presidente não executivo. Ele não cumpriu essas ideias. Na verdade, tem sido exatamente o contrário.”
“Já não estamos a falar de democracia”
Mayer tem mantido o tom crítico e em declarações ao podcast Parc Ferme F1, falou mesmo em “foco na a consolidação do poder de uma forma sem precedentes”, referindo inclusive “estatutos da FIA foram alterados, alterados e alterados novamente”, salientando que ” já não estamos a falar de democracia, mesmo que essa tenha sido a plataforma em que ele se candidatou.” Também criticou as relações tensas da atual administração com pilotos, equipas e promotores, argumentando que as partes interessadas estão a ser maltratadas. Mayer concluiu que a FIA precisa de uma mudança na liderança para restaurar a boa governação e o respeito dentro do desporto.
Foto: FIA Forward












