Mattia Binotto trabalhou na Ferrari quase três décadas e pediu a demissão, aceite entretanto pela estrutura, depois de levar a equipa ao segundo lugar no campeonato de construtores de Fórmula 1, enquanto Charles Leclerc conquistou o vice-campeonato entre a classificação dedicada aos pilotos. Mas ser segundo na Ferrari, sabe a pouco, garantiu o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, também ele um antigo funcionário superior da equipa italiana, que passou pela chefia da Scuderia como Binotto.
“Quando se é segundo, para a Ferrari não é suficiente”, disse Domenicali em entrevista à Sky. “Não quero entrar na dinâmica da equipa, com certeza que a única coisa que quero agora é desejar-lhe [a Mattia Binotto] o melhor para o seu futuro. E posso dizer algo sobre isso porque estive na mesma situação há muitos anos atrás, por isso só desejo que ele se mantenha concentrado e acredite em si próprio”.
Não é a primeira vez que o agora responsável máximo da Fórmula 1 aborda esta questão, mas tentando manter-se neutro, como deve permanecer. No entanto, Domenicali salientou que a Fórmula 1 precisa de uma Ferrari forte, para discutir os campeonatos com as restantes equipas de topo. ”Espero que a Ferrari encontre a solução certa para se manter na direção certa, porque fizeram uma grande recuperação de onde estavam há dois anos e precisamos que a Ferrari seja competitiva. Precisamos de uma boa equipa da Ferrari, uma equipa forte com pilotos fortes para lutar contra os restantes. Este é realmente o que espero”.
O italiano espera que na próxima época a Ferrari seja uma das três equipas envolvidas na luta pelo título mundial, após terem ficado fora da discussão em 2022.










