Stefano Domenicali irá suceder a Chase Carey ao leme dos destinos da F1. O italiano já tem planos definidos para o futuro.
Domenicali falou sobre o que pretende fazer na F1. Depois da aquisição da F1 por parte da Liberty apontando Chase Carey para a liderança do desporto, com Ross Brawn responsável pela parte desportiva, o Grande Circo evoluiu favoravelmente. A presença nas redes sociais tornou-se mais vincada, a abertura para o exterior aumentou e pela primeira vez vimos o regresso de fãs, motivada por iniciativas inteligentes como a Série da Netflix, uma maior liberdade para os pilotos publicarem nas redes sociais e a vontade de chegar a mais partes do mundo. O investimento feito na F1 TV e noutras vertentes ainda não terá dado o retorno desejado, mas há potencial para isso. O rumo do desporto foi definido com a aposta na neutralidade nas emissões de carbono, as novas regulamentações técnicas e desportivas para 2022 e foi assinado o novo acordo comercial com as equipas.
O balanço tem de ser positivo e agora Domenicali tem como missão continuar o trabalho e convencer novas marcas a apostar na F1, com as conversações sobre os novos regulamentos para as unidades motrizes a serem discutidos:
“Isto é algo que será abordado nos próximos meses e que, espera-se, atrairá novos fabricantes”, disse Domenicali à Gazzetta dello Sport. “O futuro da F1 é o motor híbrido. Porque investir apenas em eletricidade é errado. É necessário diversificar o que é oferecido, mantendo atenção aos custos. Os fabricantes não podem ser confrontados com os investimentos que estão envolvidos nos motores atuais. Vamos começar com um corte drástico nos custos para evitar os erros que foram cometidos no passado”.
“Temos de simplificar as regras: se olharmos para os regulamentos técnicos ou desportivos, eles parecem-se com a Bíblia. Tem de ser simplificado, mantendo a área interpretativa tão pequena quanto possível, evitando as zonas cinzentas. F1 vai tornar-se fascinante para os fabricantes, não posso dizer mais nada.”
“A F1 pode ser uma grande plataforma, mesmo para aqueles que investiram tanto em eletricidade. A F1 oferece oportunidades para o desenvolvimento de outras tecnologias com foco na sustentabilidade”.
A outra prioridade para a Domenicali é colocar novamente o ênfase na capacidade do piloto em oposição ao desempenho do carro.
“A F1, como plataforma desportiva e empresarial mundial, é ainda hoje a que tem o maior número de espectadores e adeptos e é por isso muito forte e sólida”, explicou Domenicali. “Muitas pessoas tentaram dizer que a F1 já não é interessante. Isso não é de todo verdade. Penso que, pelo contrário, haverá cada vez mais interesse por parte dos fabricantes, equipas privadas, e muitos outros.”
“A Mercedes ganhou durante anos, mas o ciclo foi sempre o mesmo. Temos de garantir que o nosso desporto volte cada vez mais a colocar os pilotos no centro da ação. Como, por exemplo, no motociclismo, onde se percebe que é o piloto que faz a diferença. E nesta frente a F1 nunca esteve na forma que está agora com tantos pilotos tão jovens e tão fortes. É evidente que o elemento automóvel tem um impacto muito importante, um fardo que só se perde quando há situações imprevisíveis como na segunda corrida do Bahrein. Quando as cartas se misturam, acontecem corridas extraordinárias, mas isso não é suficiente.”
“Demos um passo em frente com as regras de 2022, onde o impacto da aerodinâmica será menor . O segundo elemento é o limite orçamental que fará com que as grandes equipas revejam todas as formas como se desenvolvem”.
“O espetáculo irá ramificar-se para outras vias: queremos envolver as pessoas mais do que apenas através dos pilotos. Um GP deve ser uma oferta de desporto, entretenimento e música. Um GP terá de ser como um concerto, uma experiência única”.













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