Francisco Barreto e Paulo Fiúza (Toyota Hilux Evo) venceram a 40ª edição da Baja Portalegre 500. Para o piloto é uma estreia, para Fiúza, é o segundo triunfo, depois de ter ganho em 2024 ao lado de Miguel Barbosa. Barreto torna-se no 23º piloto a vencer a prova, o 14º português (nove pilotos estrangeiros já venceram a clássica).
Para a Toyota, é a sexta vitória em Portalegre, e a primeira vez que vence duas edições seguidas. Desde o triunfo de Krzysztof Holowczyc em 2021, só portugueses vencem em Portalegre. Após dois sextos lugar à geral, em 2022, e no ano passado, este ano, o triunfo para Francisco Barreto.
Gonçalo Guerreiro e Pablo Moreno (Polaris RZR Pro R) terminaram a prova na segunda posição, e face aos abandonos de João Ferreira, Tiago Reis e ao resultado fora do pódio de Luis Cidade, dá um bom salto em termos de campeonato, numa altura em que ficam a faltar apenas duas provas.
Para Guerreiro, é a repetição do segundo lugar de 2024, depois de ter desistido no ano passado. Ainda assim, uma bela operação para o CPTT, para além de que vencem entre o SSV.
Lionel Baud e Lucie Baud (Mini John Cooper Works 3.0i T1+) e Dania Akeel-Sebastien Delaunay (Toyota Hilux Evo) partiram para o SS3 no terceiro e quarto posto da geral, mas a piloto da Toyota Hilux perdeu 6m45s nesta especial e Baud 13m29s, o que significa que caíram muito na classificação, permutando a ascensão de Luis Cidade ao quarto lugar final, ele que fez uma estupenda recuperação neste derradeiro Setor minimizando as perdas no campeonato ao mínimo.
Ricardo Porém e Nuno Sousa (Taurus Evo Max) venceram o derradeiro Setor Seletivo da prova, bateram
Luís Cidade e Valter Cardoso (BRP Can-Am Maverick R) por 1m25.5s, mas quem termina no pódio são Pedro Carvalho-Romeu Martins (Polaris Rzr Pro R).
Daniel Silva e Gonçalo Magalhães (MMP T3 Rally Raid) começou o último SS na quinta posição, mas apesar dos atrasos à sua frente, não subiu na geral, mantendo o quinto lugar depois de ser ultrapassado por Luis Cidade, que ficou 32.6s na sua frente depois de mais de cinco horas e meia de corrida. Contudo, o mais importante era o triunfo nos Challenger o que conseguiu.
Apesar do tempo perdido, Dania Akeel-Sebastien Delaunay (Toyota Hilux Evo) terminaram no sexto lugar, na frente de Mitchel Van Den Brink e Bart Van Heun (BRP Can-Am Maverick R)
Edgar Reis-Fábio Ribeiro (MMP T3 Rally Raid) subiram uma posição no SS3 e terminaram em segundo dos Challenger, depois de Nuno Matos-Ricardo Claro (Volkswagen Amarok) não terem conseguido manter a posição, caindo mesmo para o 10º lugar da geral, quinto da categoria.
Ricardo Porém fez um fabuloso último Setor Seletivo, venceu à geral, e na Challenger deixou o segundo classificado, Mitchel Van Den Brink, a 2m43.7s, o que lhes permitiu subir até ao quarto posto da categoria, nono da geral, depois de subirem 15 posições. Nuno Matos, a festejar os 30 anos de carreira no TT, terminou a prova no top 10, algo que já não sucedia desde 2021, quando foi oitavo, (3º do CPTT) com o Fiat Fullback Proto.
César Sequeira-Filipa Sequeira (Mercedes 350 SLC Coupé) venceram depois de liderar de fio a pavio a prova no T1lideram entre os T1.1 deixando Jorge Cardoso-José Motaco (Ford Ranger) a quase seis minutos e meio, com Nuno Madeira-José Janela (Ford Ranger T1) a terminarem em terceiro, dois minutos mais atrás. José Rogeira-Paulo Marques (Ford Ranger T1 ) chegaram a andar pelo terceiro lugar, mas desistiram. Hugo Raposo-Rafael Lutas (Nissan Proto X) fecharam os T1 no quarto posto.
Nos T2, Fernando Barreiros-José Sá Pires (Isuzu D-Max) confirmaram mais um triunfo, desta feita na frente de Majed Althunayyan-Omar Allahim (Nissan Patrol) que deixaram a mais de um dúzia de minutos, com Andrei Halabarodzka-Aleksei Ignatov (Toyota Land Cruiser) e Almashna Alshammari-Abdullah Alshammari (Nissan Patrol)nos lugares seguintes.
Entre os desistentes de relevo estão, claro, João Ferreira e Filipe Palmeiro (Toyota Hilux Evo) que entraram para este segundo dia na frente, mas não passaram do início da SS2, quando entraram em aquaplanning e saíram da pista, danificando a caixa de velocidade do Toyota. Com três triunfos em 2022, 2023 e 2025, ficam para outros anos a tentativa de chegar às cinco vitórias de Filipe Campos (1996, 1998, 2001, 2009 e 2011), mas antes disso, se lá chegarem, ainda têm as quatro vitórias de Miguel Barbosa (2002, 2003, 2007 e 2024) e Ricardo Porém (2014, 2015, 2016 e 2017).
João Ramos e Jorge Carvalho (Toyota Hilux Evo)desistiram na SS2 quando eram sextos da geral, prolongando uma ausência de resultados em Portalegre que já vem desde 2021, quando foram quintos.
Alejandro Martins e Oriol Mena (Mini John Cooper Works 3.0d) também desistiram, na SS2, eram oitavos da geral.
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