Ausente do calendário desde 2019, a Alemanha volta a ser referida como potencial adição ao calendário de F1. Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, afirmou estar “pronto para conversações” com vista ao regresso do Grande Prémio da Alemanha ao calendário, após vários anos de ausência.
Durante décadas, a Alemanha foi um dos palcos centrais da categoria, com Hockenheim e Nürburgring serem os palcos de eleição para receber a F1. Contudo, dificuldades financeiras e contratuais foram reduzindo o peso do país na competição. O Nürburgring saiu em 2015 e Hockenheim, que já alternava a realização do GP de dois em dois anos, viu o seu contrato expirar em 2019. Desde então, a única exceção foi em 2020, quando, devido à pandemia, a F1 regressou ao Nürburgring para disputar o GP do Eifel.
“O dinheiro é secundário”
Apesar da crescente aposta da Fórmula 1 em mercados emergentes fora da Europa, Domenicali não esconde a importância estratégica da Alemanha: “O dinheiro é secundário neste momento. Primeiro é preciso perceber com quem devemos falar. Estamos prontos para conversações. A Alemanha é a Alemanha e pertence à Fórmula 1. Se alguém tiver interesse sério, encontrará forma de me contactar”, declarou ao jornal Bild.
Uma das soluções em cima da mesa poderá passar pelo sistema de rotação de corridas, recentemente adotado com a Bélgica, que assinou um contrato até 2031 prevendo a realização de provas em anos alternados.
Ainda assim, Domenicali sublinhou a forte concorrência: “O tempo urge. Há uma longa lista de empresas e até países, com primeiros-ministros e reis, desesperados por ter uma corrida.”










