A Liberty Media prometeu uma distribuição dos lucros da Fórmula 1 pelas equipas mais justa que a atual, mas essa alteração só pode ocorrer dentro de três anos, altura em que expira o atual acordo em vigor até 2020. Mas a Sauber, pela voz da sua diretora, Monisha Kaltenborn não quer esperar tanto tempo, face às dificuldades financeiras que equipas pequenas como a sua atravessam. Na atual estrutura Ferrari, Mercedes, Red Bull, McLaren e Williams recebem um bónus para lá do prémio da classificação do campeonato anterior.
Em 2016 a Ferrari ganhou quase o dobro da verba que a Sauber só em bónus antes da verba que lhe cabe. Ross Brawn já disse que vai procurar meios de reduzir os custos, mas não poderá fazer grande coisa relativamente aos contratos comerciais existentes antes de 2020.
“Certamente que isto não se arraste até 2020, porque tenho a certeza que quando as pessoas fazem um investimento num negócio agora não é para começarem a trabalhar só em 2020”, defendeu Kaltenborn. “O tipo de sistema que temos e o que ouvimos dos novos donos (da F1), não vemos como o sistema vá funcionar até 2020 se certos privilégios financeiros não têm a ver com os resultados que se obtêm”, sublinhou “Se queremos ter uma competição mais equilibrada ela não pode existir assim. Por isso tudo o que queremos é trabalhar a partir de uma nova base”, reiterou a diretora da Sauber. Monisha Kaltenborn quer que haja negociações para alterar a distribuição de receitas, pois isso está diretamente ligado a situações como a da Manor, que esta semana encerrou a sua atividade.
Nuno Barreto Costa











