No mesmo dia em que a Ford confirmou a parceria com a Red Bull para 2026, a FIA anunciou o registo final de seis fornecedores de unidades motrizes para o ciclo regulamentar de 2026-2030. Alpine, Audi, Ferrari, Honda, Mercedes e Red Bull Ford completaram o processo. 5 destes fornecedores têm já equipas para equiparem, mas a Honda, cuja presença na F1 é feita de altos e baixos e entradas e saídas, ainda não tem qualquer equipa cliente, mas são algumas as hipóteses.
Repetir a parceria vitoriosa com a Red Bull já não será possível, como é óbvio, mas o facto da Mercedes querer ficar apenas com duas equipas clientes pode ser um argumento a favor da Honda. Neste momento a fábrica de Brixworth da Mercedes AMG High Performance Powertrains produz unidades motrizes para a sua equipa, a Mercedes, a McLaren, a Aston Martin e a Williams. São estas três últimas as estruturas que podem estar interessadas num acordo com a Honda.
A Aston Martin está a fazer um investimento enorme na fábrica de Silverstone e tem como objetivo lutar por campeonatos, podendo passar por cortar a ligação com o fornecedor Mercedes. Se a estrutura de Lawrence Stroll se tornar mais independente na F1 fica um passo mais à frente para atingir o seu objetivo e uma parceria com a Honda, tornando-se, possivelmente, na única equipa com estes motores poderia ser a solução.

A McLaren tem “saltado” de fornecedor em fornecedor desde que a sua última aventura com a Honda correu mal. Foi cliente da Renault, mas Zak Brown preferiu pouco depois a Mercedes para tentar que a sua equipa passe a ocupar posições cimeiras na classificação. Nas últimas duas época a McLaren perdeu as lutas diretas (com Ferrari em 2021 e Alpine na temporada passada), mas não se deveu ao motor Mercedes – que recebeu elogios de Fernando Alonso quando este testou o monolugar da sua nova equipa, a Aston Martin, em Abu Dhabi no final do ano passado – e por isso pode não ser a melhor ideia mudar de motor numa altura em que o plano para lutar por vitórias em corridas sofreu alguns reveses.

A Williams, pelos lugares que tem vindo a ocupar nas últimas épocas, pouco ou nada teria a perder em trocar de fornecedor de motores. No entanto, com a vinda de James Vowles como chefe de equipa, a estrutura de Grove pode ter a ganhar mais em manter as unidades da Mercedes para tentar subir na tabela classificativa.
Outra equipa independente é a Haas, que mantém ligações estreitas com a Ferrari e poderá passar em 2026 a ser a única equipa cliente da Scuderia depois da Audi equipar os carros da Sauber. Como tal, parece-nos inverosímil que os norte-americanos façam cair a parceria com os italianos nesse mesmo ano.
Para a equação temos de contar também com a Alpine que gostaria de acrescentar uma equipa cliente ao seu portfólio na Fórmula 1, até para ser mais fácil a obtenção de dados importantes de uma nova geração de unidades motrizes.












