A preocupação com a defesa dos Direitos Humanos em determinados países que acolhem uma prova do calendário da Fórmula 1 pode levar o promotor do campeonato mundial a cancelar o Grande Prémio, avisou Stefano Domenicali em entrevista à Sky.
A Fórmula 1 toma posições ambíguas quando defende algumas causas publicamente e depois promove corridas em países acusados por organizações internacionais de atentarem contra os Direitos Humanos, como o Catar ou a Arábia Saudita. Acusados muitas vezes de fechar os olhos por causa de uma série de fatores, Stefano Domenicali salientou durante a entrevista com Martin Brundle que a Fórmula 1 se preocupa bastante com este assunto.
“Temos também nos nossos contratos, artigos muito claros que se virmos algo que não vai na direção certa, temos imediatamente o benefício de parar a nossa relação”, explicou Dominicali. “Há auditores independentes que estão a seguir isso”. Ainda assim, Domenicali salienta que a competição pode provocar uma mudança positiva sobre alguns temas. “Acredito, mais uma vez, que somos muito mais poderosos se formos para lugares onde estão a mostrar verdadeira vontade de mudar e os holofotes da Fórmula 1 ajudarão a velocidade da mudança a ser mais rápida”.
Este tema tinha sido já abordado, de certa forma, pelo Presidente da FIA Mohammed ben Sulayem que refutou em janeiro as acusações de de ‘sportwashing’ por parte da Arábia Saudita.
Recordamos também que Domenicali, noutra entrevista ao The Guardian e como tínhamos dado conta antes, colocou-se ao lado dos pilotos na recente divergência com a FIA sobre o controlo do discurso político dos protagonistas, afirmando que a “F1 nunca vai amordaçar ninguém”.









