Pat Symonds, diretor Técnico da Williams revelou que está absolutamente “espantado” com o ganho de apoio aerodinâmico que está a ser alcançado no túnel de vento da sua equipa, onde há muito se testa o modelo de 2017. Como se sabe, as novas regras preveem asas dianteiras e traseiras mais largas, e no conjunto das regras antecipam-se tempos por volta entre três a cinco segundos mais rápidos, sendo certo que esta é uma boa oportunidade para a Williams reverter a situação em que se encontra. O principal problema de da Williams tem sido, precisamente a falta de apoio aerodinâmico no seu carro.
No modelo de 2014 isso já se notou em certa medida, mas piorou bastante o ano passado, enquanto esta temporada as coisas não melhoraram absolutamente nada, o que resulta no facto da Williams estar de momento atrás da Force India no Mundial de Construtores a quatro corridas do fim da época: “Penso que os ganho aerodinâmicos estão a suceder em onze túneis de vento, portanto não estamos sós, de certeza, nesse aspeto. Normalmente temos objetivos no que pretendemos alcançar mas desta feita não temos uma referência, por motivos óbvios. Só quando testarmos poderemos saber” disse Symonds que adverte para o facto dos ganhos do próximo anos não serem apenas aerodinâmicos, mas também, por exemplo através dos novos pneus da Pirelli, que como se sabe obrigam a nova geometria da suspensão, e também sistema de travagem.
Por aqui se percebe que a relação de forças na Fórmula 1 se pode alterar por completo no próximo ano, e sendo provável que quem tem mais dinheiro, terá sempre mais facilidade de trabalhar bem – mais dinheiro, mais e melhor gente, mais possibilidades de acertar no desenvolvimento – mas isso não invalida que equipas com menos meios possam alterar significativamente a ordem em que se encontram atualmente.











