Depois da Alpine ter anunciado Oscar Piastri como piloto para a próxima época, o australiano emitiu de imediato um breve comunicado a negar qualquer acordo nesse sentido. O chefe da equipa, Otmar Szafnauer, pronunciou-se agora sobre a situação, dizendo que “esperava mais lealdade” do piloto.
Oscar Piastri era um dos nomes mais cobiçados deste mercado de pilotos, tendo sido já apontado à Williams ou à McLaren, e acabando mesmo, ao que tudo indica, chegado a acordo com a equipa britânica para ocupar o lugar de Daniel Ricciardo, em 2023 e, por esse motivo, deu nega a uma promoção por parte da Alpine.
Falando com o media espanhol El Confidencial, Otmar Szafnauer explica finalmente a declaração por parte da Alpine:
“Temos um contrato com Piastri, que ele assinou em novembro, falámos com os nossos advogados e eles disseram-nos que este é um contrato vinculativo, pelo que parte desse contrato nos permite colocar Oscar num dos nossos carros em 2023, que é a razão pela qual emitimos o comunicado de imprensa”, afirmou Szafnauer.
“Existe também uma opção para 2024 e a possibilidade de ‘emprestar’ o condutor a outra equipa. Queríamos Fernando [Alonso] connosco por mais um ano e depois um ‘empréstimo’ de Oscar [Piastri] para 2023”.
“Sempre disse em todas as minhas conferências de imprensa que Piastri estaria na Fórmula 1 em 2023 e é porque sabia que ele poderia estar no nosso carro ou noutro carro, emprestado, se Alonso tivesse ficado”.
“Mas Alonso, por qualquer razão, e penso saber as razões, embora lhe devesse perguntar, vai para Aston Martin. Assim, começámos a finalizar o acordo com Piastri, e em vez de o entregar [a outra equipa], decidimos colocá-lo no nosso carro. Daí, a declaração”.
Quando lhe perguntaram por que razão Piastri estaria à procura de outra equipa, em vez de ficar com a Alpine, que apoiou a sua carreira júnior, Szafnauer respondeu: “Penso que é uma pergunta para o Piastri, porque também não a compreendo”.
“Deve haver alguma lealdade ao facto de termos investido literalmente milhões e milhões de euros para o preparar. Por isso, também não o compreendo, deviam perguntar-lhe”.
“Nunca vi nada como isto. Esperava mais lealdade de Piastri”, comentou Szafnauer.
“Ele deveria ter [lealdade] com a equipa que cuidou dele, que o levou ao campeonato mundial e, sobretudo, que durante o último ano o colocou num carro de Fórmula 1 para que ele estivesse pronto, para que ele conhecesse os circuitos”.
“Esperava mais lealdade da parte de Oscar Piastri do que ele está a mostrar. Comecei em 1989 na Fórmula 1 e nunca vi nada como isto. E não se trata da Fórmula 1, trata-se de integridade como ser humano”, acrescenta.
“Para mim, da forma como cresci, não preciso de assinar um papel e depois ter alguém a dizer: ‘Estás a mentir, porque assinaste isto’. Para mim, se disser: ‘Ei, ajuda-me, eu ajudo-te amanhã’, não há maneira de eu voltar atrás na minha palavra. Nem pensar”, criticou Otmar.










