A Ferrari admitiu que demorou a adotar o conceito de asas flexíveis devido à expetativa de que a FIA viesse a colocar um travão nesse truque.
As asas flexíveis, que utilizam a elasticidade aerodinâmica nas asas dianteiras para melhorar o equilíbrio do carro e reduzir a subviragem a baixa velocidade e a sobreviragem a alta velocidade, foram implementadas com sucesso por equipas como a McLaren e a Mercedes, contribuindo para os seus ganhos de desempenho esta época.
A Ferrari introduziu o seu próprio design de asa dianteira flexível a partir do Grande Prémio de Singapura, o que resultou numa melhoria do desempenho, com vitórias nos Estados Unidos e no México.
O diretor da equipa, Fred Vasseur, explicou que a Ferrari atrasou o desenvolvimento, acreditando que a intensificação do escrutínio da FIA desde o Grande Prémio da Bélgica levaria a FIA a colocar um fim a esse truque.
A Ferrari também hesitou devido ao limite de custos, optando por não investir no design da asa até ter a certeza de que seria permitido. No entanto, a FIA acabou por decidir não restringir as asas flexíveis, com Nikolas Tombazis, da FIA, a referir que a diversidade de desenhos entre as equipas tornava impraticáveis alterações imediatas ao regulamento. Em vez disso, a FIA planeia utilizar as suas conclusões para potenciais atualizações regulamentares em 2026.
“Estávamos convencidos de que a FIA iria proibir a prática! Por isso, provavelmente perdemos um ou dois meses”. disse Vasseur, citado pelo motorsport.com “É difícil porque, com o limite de custos, temos de fazer as nossas escolhas. Significa que se estivermos convencidos de que não será permitido e começarmos a desenvolver algo, isso custa-nos um tempo no túnel de vento. Mas a decisão foi nossa”.









