O desempenho da Red Bull na Austrália foi uma surpresa. Nos testes de Barcelona pareciam ter um pacote razoável, mas ninguém esperava logo um pódio, à frente dos Ferrari.
No Bahrein a história foi diferente. Os Red Bull não tiveram ritmo para acompanhar a Mercedes e a Ferrari e estiveram à mercê de ser ultrapassados pela Haas.
Em Barcelona, os testes da equipa austríaca correram muito bem, com o motor Honda a portar-se de forma exímia, tendo colocado para trás os problemas de fiabilidade. Mas, quando menos se fazia esperar, Pierre Gasly bateu com o monolugar – (Clique aqui para saber mais) – comprometendo os testes finais, dos quais faziam parte os dados sobre o chassis. Apesar de terem reconstruído o carro para o dia seguinte, as consequências deste acidente foram muitas.
Assim, a Red Bull passou a ter que recolher dados em Grandes Prémios, um cenário que está longe de ser o ideal.
Melbourne, na Austrália, é considerado um circuito muito específico. Aí, a Red Bull conseguiu fazer um excelente trabalho, mas, continuavam a aprender o carro. Falhas na afinação e no equilíbrio do monolugar foram expostas no Grande Prémio do Bahrein. Ambos os pilotos queixaram-se o fim-de-semana todo com a falta de aderência e outros pequenos problemas.
“É um carro difícil de pilotar neste momento. A nossa base de operação é bastante estreita. Penso que o Max Verstappen lidou muito bem com isso e, obviamente, tem sido mais difícil para o Pierre Gasly. Precisamos de trabalhar mais”, afirmou Christian Horner.
Se no passado a culpa era atribuída à unidade motriz, desta vez, os responsáveis da Red Bull atribuíram ao chassis os erros. Claramente uma consequência da falta de testes em condições ideais em Barcelona.
Depois da corrida do Bahrein houve um teste de dois dias em que a Red Bull conseguiu fazer um bom trabalho e descobrir o que estava mal. Verstappen estava disponível no primeiro dia, com Dan Ticktum a assumir o comando no dia seguinte, e apesar do seu tempo ter sido limitado pela chuva, a Red Bull realizou um grande número de testes aerodinâmicos.
Assim, a partir do Grande Prémio da China e do Grande Prémio de Espanha já são esperadas mudanças no RB15. Só aí é que vamos perceber se os testes do Bahrein serviram para evoluir o monolugar de Max Verstappen e Pierre Gasly.








