De acordo com o campeão do mundo de Fórmula 1 de 2016, Nico Rosberg, o campeonato de 2020 para ser disputado teria que ter pelo menos 16 corridas. O antigo piloto da Williams e da Mercedes também falou sobre a redução de custos de modo a ajudar as equipas mais pequenas a sobreviverem durante e após a pandemia coronavírus (COVID-19).
“Gostaria de ver oito fins-de-semana duplos. Assim teríamos 16 corridas e mais hipóteses de um piloto diferente ser campeão. Se, por exemplo, o Lewis Hamilton tiver azar, as coisas podem mudar.” – disse o alemão à Reuters.
Sobre as atitudes de algumas equipas de topo da Fórmula 1, Rosberg é da opinião que estas podem resultar no colapso do desporto.
“Se temos mentes egoístas que fazem o que lhes apetece, tudo neste desporto vai desabar. Ainda existem equipas de topo que continuam a jogar o mesmo jogo. Mas, felizmente, algumas já aceitaram que as equipas pequenas têm necessidades, e estão a compreender o quadro em geral.”
“O desporto não continua se duas a quatro equipas pequenas acabarem. É necessário e urgente reduzir custos.” – explicou Rosberg ao L´Equipe.
Quanto à ausência de corridas, devido à pandemia coronavírus (COVID-19), as corridas virtuais têm preenchido essa vaga. Nico Rosberg diz que os pilotos de Fórmula 1 têm tido sorte em comparação com outros atletas.
“Olhem para os ciclistas. O Chris Froome (vencedor do Tour de France) tem de treinar cinco a seis horas numa bicicleta estática na casa de banho. Na Fórmula 1 tem sido mais fácil. Ninguém pode estar no carro, por isso estão todos em pé de igualdade.”
“Quanto às corridas virtuais, é sempre bom continuar a trabalhar o cérebro e as reações a alta velocidade num ambiente competitivo. Tenho estado a ver algumas corridas virtuais e entretenho-me muito. É algo que parece ter um grande futuro.”










