O contrato demorou a sair, mas a renovação de George Russell foi finalmente confirmada. No entanto, a duração do contrato mostra claramente que a Mercedes mantém a porta aberta a Max Verstappen.
Toto Wolff admitiu que a parceria entre a Mercedes e Russell poderá terminar no final de 2026, apesar do novo contrato plurianual recentemente anunciado. A renovação, que pôs fim a meses de especulação, inclui várias cláusulas de saída, permitindo à equipa alguma flexibilidade futura — nomeadamente para uma eventual aproximação a Max Verstappen a partir de 2027.
Acordo pluiranual, com clausulas
Russell, que atravessa um bom momento de forma e tem sido elogiado pelo seu papel dentro da equipa, terá garantido um aumento salarial significativo, estimado em cerca de 35 milhões de euros anuais. Wolff justificou o acordo pela necessidade de estabilidade, mas sublinhou que o contrato contempla disposições que permitem ajustar o futuro da equipa:
“Acho que precisamos de estabilidade, e prolongar um contrato por mais um ano nunca é bom para ninguém”, disse Wolff aos jornalistas. “Mas, sem entrar em detalhes, há certas cláusulas relacionadas com isso, mas queremos que o piloto, bem como a equipa, sintam que é assim que estamos a avançar, que estamos muito felizes com esta formação, que temos um grande equilíbrio.”
Ainda assim, persistem dúvidas sobre a estratégia de longo prazo da Mercedes. Alguns comentadores defendem que a equipa deveria apostar numa dupla George Russell–Max Verstappen para 2027, em vez de juntar o neerlandês com Kimi Antonelli. Wolff, no entanto, afastou especulações: “Kimi e George são os pilotos com quem queremos trabalhar no futuro. Formam uma boa dupla.”
Foco na dupla atual, mas…
Apesar das garantias, os rumores que ligam Verstappen à Mercedes continuam a ganhar força. Questionado sobre o tema, Wolff reagiu com humor: “Já estamos em outubro e o assunto regressa outra vez. Mas mantenho-me firme nas escolhas — George e Kimi são a nossa prioridade.”
Assim, os rumores apontam claramente o rumo da Mercedes. Renovar com Russell era uma inevitabilidade, mas mantém a porta aberta para Verstappen, que continua a ser o alvo preferêncial para o futuro.









