F1: Mercedes perdeu… onde não era costume

Por a 12 Julho 2018 14:39

A Mercedes chegou a Silverstone como a grande favorita à vitória, uma pista que era ‘sua’ desde o início da era turbohíbrida, mas a verdade é que acabou por sair do traçado inglês com uma derrota.

Mas não se deve à desilusão do resultado a sua passagem para a parte negativa da análise ao fim de semana, antes pela forma pouco avisada como reagiu ao incidente em que Räikkönen atirou Hamilton para último.

É evidente que, quando tudo conta numa luta pelo título tão intensa como a que estamos a viver este ano, os ânimos exaltam-se, mas acusar o finlandês de ter batido no inglês propositadamente é verdadeiramente excessivo.

Seja qual for o ângulo, é perfeitamente percetível que Räikkönen queimou a travagem e, sem muito espaço para evitar o incidente, acabou por tocar inocentemente em Hamilton.

Depois dos erros austríacos, a Mercedes precisava de um bom resultado em Silverstone, mas talvez nunca tenha contado com tão forte oposição da Ferrari, que nos últimos anos tem tido no circuito britânico o palco das suas piores exibições. No final a frustração dos homens de Brackley acabou por levar a melhor.

Mas o que poderá estar a levar a Mercedes a perder onde ganhava com facilidade? Segundo Toto Wolff, os pneus são este ano o fator mais importante para a performance, e nesse aspeto, o austríaco entende que a Mercedes continua a ter mais dificuldades quando comparada aos rivais, Ferrari e Red Bull:

“Penso que este ano temos um padrão diferente. Todos têm trazido novos upgrades para as corridas, mas nunca ninguém encontrou a ‘bala de prata’ que permitisse de imediato um ganho de três ou quatro décimos, que era a diferença entre nós e a Ferrari o ano passado. Quanto a nós, tem sido uma constante aprendizagem e os pneus são o fator mais importante de performance, e nós acertamos ou erramos. Se tivéssemos menos 10 graus de temperatura em Silverstone no domingo, talvez a história fosse outra” disse Wolff, que fala nos altos e baixos, mas já não diz que desde que a Pirelli introduziu alterações nos pneus em Espanha, a sua equipa passou a ter bem menos problemas. Por exemplo, logo em Espanha, Hamilton teve uma performance dominante.

Basicamente, o que isto nos diz é que as equipas ainda não dominam bem a relação dos seus carros com os novos pneus, e no caso da Mercedes, esperam-se problemas na Hungria e Singapura.

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