F1, Mercedes fecha shakedown de Barcelona com 500 voltas e W17 fiável

Por a 31 Janeiro 2026 14:09

Forte quilometragem e foco na fiabilidade no arranque de 2026

A Mercedes-AMG F1 encerrou o shakedown de Barcelona com 500 voltas completadas e mais de 2300 quilómetros percorridos com o novo W17, cumprindo integralmente o programa previsto em três dias de rodagem.

Kimi Antonelli e George Russell dividiram o trabalho ao volante e a equipa destacou a fiabilidade e a elevada quilometragem como os principais indicadores positivos desta primeira fase da preparação para a época de 2026.

Dia 1: mais de 150 voltas no arranque em Barcelona

O primeiro dia de shakedown, a 26 de janeiro, iniciou-se em pista húmida no Circuit de Barcelona-Catalunya, com a Mercedes entre as sete equipas que optaram por rodar logo na jornada de abertura. Antonelli conduziu o Mercedes-AMG F1 W17 E Performance na manhã, sendo o primeiro a sair para a pista com pneus intermédios, antes de alternar para os compostos C3 (macio) e C1 (duro), completando 56 voltas até à pausa para almoço.

À tarde, Russell assumiu o volante e acrescentou 95 voltas, levando o total diário da equipa para 151 voltas, o equivalente a pouco mais de 700 quilómetros. O objetivo principal passou por verificar sistemas, estabilizar temperaturas e garantir que o monolugar conseguia cumprir longas sequências em pista sem problemas de fiabilidade.

Reações de pilotos e engenharia após o primeiro dia

Antonelli destacou o caráter produtivo do regresso ao carro, sublinhando a importância de acumular o máximo de quilometragem possível para compreender as novas máquinas introduzidas pelo regulamento de 2026. O italiano elogiou o trabalho realizado nas fábricas de Brackley e Brixworth, que permitiu ao W17 completar mais de 150 voltas no primeiro verdadeiro dia de rodagem.

Russell, por sua vez, descreveu como “intuitiva” a condução dos novos monolugares, apesar das diferenças face à geração anterior, e considerou encorajador ver outras equipas também a acumular voltas com diferentes unidades motrizes. O britânico frisou que, nesta fase, não é possível retirar grandes conclusões dos tempos por volta, apontando para o início da época como o momento em que o real nível competitivo ficará mais claro.

O diretor de Engenharia de Pista, Andrew Shovlin, sublinhou que a prioridade inicial foi garantir fiabilidade e grandes distâncias em pista, algo conseguido no arranque do programa. Recordou ainda a dimensão do projeto de desenvolvimento do W17, em particular no lado da unidade de potência, trabalhado ao longo de vários anos em Brixworth.

Dia 2: 183 voltas e múltiplas simulações de corrida

No segundo dia de pista para a Mercedes, a equipa regressou à pista após ter optado por não rodar no dia anterior devido às condições de chuva intensa. Russell conduziu na manhã e completou 92 voltas, maioritariamente com o composto duro C1, elevando o seu total semanal para 187 voltas até então.

Na sessão da tarde, Antonelli repetiu um programa semelhante e somou 91 voltas, para um total pessoal de 147 voltas nos dois dias já efetuados. No conjunto da jornada, a Mercedes completou 183 voltas, o equivalente a mais de 850 quilómetros, levando o acumulado da semana para 334 voltas e mais de 1 500 quilómetros.

Russell e Antonelli salientaram que o foco continuou a ser a quilometragem e o funcionamento correto de todos os sistemas, com múltiplas distâncias de corrida completas. O jovem italiano referiu que o W17 é “um carro completamente novo” e que cada volta contribui para o processo de adaptação, enquanto o britânico admitiu que o verdadeiro nível de performance só será conhecido no teste oficial do Bahrein.

Shovlin considerou o dia “encorajador”, destacando a fiabilidade e a possibilidade de cumprir várias simulações de corrida, e antecipou que o terceiro dia permitiria iniciar algum trabalho de afinação de set-up, ainda que limitado pelas baixas temperaturas em Barcelona. O engenheiro reiterou que a hierarquia competitiva entre equipas só deverá começar a desenhar-se no Médio Oriente.

Dia 3: 500 voltas no total e balanço do shakedown

O terceiro e último dia de shakedown, a 29 de janeiro, coincidiu com o 140º aniversário do registo da patente do primeiro automóvel de Carl Benz, data assinalada simbolicamente pela equipa. O W17 voltou a privilegiar o composto C3 (macio), num dia novamente centrado na acumulação de quilometragem e na recolha de dados.

Antonelli encerrou o seu programa na sessão matinal com mais 90 voltas, terminando a semana com 237 voltas no total. À tarde, Russell completou 78 voltas adicionais, fechando o shakedown com 265 voltas acumuladas em Barcelona.

Somadas as três jornadas, a Mercedes atingiu as 500 voltas e cerca de 2 325 quilómetros, um volume de rodagem que a equipa considera uma base sólida para a preparação da época. Antonelli apontou a utilidade das voltas adicionais para compreender as reações do carro e da unidade de potência a diferentes opções de afinação, enquanto Russell destacou a ausência de problemas graves e a construção de um “alicerce inicial” positivo.

Shovlin classificou a semana como “boa” do ponto de vista da fiabilidade, confirmando que o programa foi cumprido tal como planeado nos três dias. O engenheiro lembrou, contudo, que em Barcelona o foco esteve quase exclusivamente na validação dos sistemas e do funcionamento global do W17, ficando o trabalho aprofundado de set-up reservado para o teste do Bahrein, onde as temperaturas e o contexto serão mais representativos do cenário competitivo de 2026.

FOTO Mercedes AMG F1

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