O que trava os avanços da Ferrari? Há muitas causas a ter em conta, mas o medo de falhar pode ser uma das principais, provocando pressão extra numa das equipas mais mediáticas do Grande Circo.
Mattia Binotto acabou por sair pela porta pequena, mas cedo entendeu que era preciso dar liberdade criativa à equipa. Ele tentou implementar isso, mas talvez não tenha conseguido atingir o que pretendia. E agora, a Ferrari regressa à estaca zero, com mais uma reestruturação em curso.
Marc Surer, ex-piloto de F1, declarou que o Staff da Ferrari trabalha com “medo” e sem coragem para questionar as chefias. “Estou a dizer-vos, todas as pessoas trabalham com medo”, revelou Surer ao Formel1.de, com base em fontes internas da equipa. “Não levantam objeções porque têm medo de perder os seus empregos. Os engenheiros mais entusiasmados, têm de ser contidos porque têm medo de perder o emprego. Isto diz respeito sobretudo ao pessoal italiano. É claro que é uma honra trabalhar na Ferrari e não querem pôr em risco o emprego”.
Esse já era um problema identificado há algum tempo, mas que, aparentemente, persiste, com a Ferrari a não dar liberdade aos seus engenheiros. Sem essa pressão, a liberdade criativa seria muito maior e, por conseguinte, o leque de propostas inovadoras seria superior.










