Verstappen já tem garantidamente um lugar na história da F1, mas não pensa muito nisso. O neerlandês é um dos mais talentosos pilotos da sua geração, talvez um dos mais talentosos de sempre, mas não olha para o resto da sua ainda curta carreira com a ambição de se tornar num dos melhores de sempre.
Para Verstappen, conseguir dar o melhor de si a cada corrida é suficiente. Se isso vai dar títulos ou não, é outra história, mas o bicampeão reconhece que já conquistou mais do que esperava e que a partir daqui, quer apenas dar o melhor de si:
“Penso que já consegui mais do que alguma vez poderia sonhar, por isso, tento apenas tirar sempre o melhor de mim próprio”, disse Verstappen à Racer. “Não penso onde estou entre os melhores de sempre em termos de campeonatos ou vitórias. Eu só quero fazer o meu trabalho. É claro que sei que tenho um contrato até 2028, por isso quero tentar ganhar mais com esta equipa – mais corridas e potencialmente campeonatos. Mas nunca fui um tipo que goste de estatísticas. Quero sempre sair de um fim-de-semana de corrida e dizer a mim mesmo que dei tudo. Depois, quando parar de correr, se eu puder olhar para os meus anos na Fórmula 1 e dizer que consegui dar tudo de mim, então estarei feliz”.
“Perde-se definitivamente mais do que se ganha! Mas é preciso aceitá-lo. A Fórmula 1 é assim – normalmente há apenas uma ou duas equipas por ano com quem se pode ganhar corridas e sabemos que o desporto tem sido assim. Por isso, essa mentalidade sempre esteve presente. Quando entrei na Fórmula 1, estava no meio ou no fim da tabela; lida-se com isso porque faz parte do processo de aprendizagem para potencialmente passar para uma equipa vencedora, o que felizmente eu acabei por fazer. E depois, uma vez nessa posição, temos de mostrar o que aprendemos, toda a experiência adquirida para ganhar corridas”.










