Apesar de oficialmente o acordo atingido para este ano ser o melhor para as pretensões de ambas as partes, é obviamente estranho que um sete vezes campeão do mundo fique apenas com um ano de contrato depois de ter manifestado diversas vezes a sua vontade de experimentar os carros de 2022.
Martin Brundle, que teve a oportunidade de entrevistar recentemente Lewis Hamilton, considerou que o piloto britânico estava algo mal disposto com a situação:
“Fizemos com ele duas peças que iremos apresentar ao longo do ano na Sky F1”, explicou Brundle. “Ele foi muito generoso, mas um pouco rabugento na verdade. É interessante que o seu braço direito, Marc Hynes, já não está a trabalhar com ele. Senti que ele possivelmente não estava satisfeito com a forma como as negociações decorreram com a Mercedes”.
Hamilton também tomou uma posição cautelosa quando Brundle sugeriu que um marco de 100 poles na F1 estava provavelmente mesmo ao virar da esquina.
“Uma vez ultrapassado isso, eu disse-lhe ‘vais fazer as 100 poles este ano em algum momento, muito provavelmente’ e ele respondeu ‘porquê?”, contou o comentador da Sky F1.
“‘McLaren estava um quarto de segundo atrás de nós em Abu Dhabi, agora eles têm o nosso motor; e na Red Bull, talvez a filosofia do rake elevado funcione este ano; e não podemos esquecer a Ferrari, e a Aston Martin que estarão fortes”.
“Ele desafiou-me um pouco e eu disse: ‘bem, vocês conseguiram 98, a maioria na era híbrida, 10 no ano passado – há meia hipótese de conseguirem mais duas este ano’.
“Mas quando superamos aquele pequeno obstáculo – porque Lewis gosta mesmo de te desafiar um pouco antes de te sentares para fazer coisas assim – tive uma hora com ele a falar sobre aquela corrida incrível em Istambul no ano passado, quando conquistou o seu sétimo título mundial e foi muito generoso, mostrando o que ia dentro da sua cabeça, dentro da sua vida e num fim-de-semana de grandes prémios”.










