Uma névoa de incerteza paira como uma espada de Dâmocles sobre o destino do Rali da Arábia Saudita, mas o veredito final é iminente. A derradeira ronda do Campeonato do Mundo de Ralis, marcada para os dias 11 a 14 de novembro, tem sido refém de um suspense angustiante, alimentado pelo espetro do conflito geopolítico – um nome ‘simpático’ para uma guerra – entre os Estados Unidos e o Irão.
Com a Toyota e a Hyundai já a erguerem a bandeira branca, anunciando a sua ausência, o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, convocou uma reunião de emergência. A decisão, que ditará o futuro da prova – manter ou cancelar – será tomada já amanhã.
O puro e simples cancelamento, contudo, é um nó górdio. A Arábia Saudita, com a sua contribuição financeira que eclipsa a de múltiplas outras organizações juntas (cujos valores, se revelados, causariam um espanto colossal!), coloca a FIA e o Promotor perante um precipício económico. Um rombo de proporções consideráveis aguarda, embora as probabilidades de o rali se concretizar sejam, infelizmente, cada vez mais ténues.
A FIA não está desprovida de opções; um leque de alternativas está em análise, incluindo Portugal. No entanto, a hipótese de o Rali Six Cities North of Portugal 2026 preencher essa lacuna é remota. Um sinal quase irrefutável do desfecho iminente reside na extensão do prazo de inscrições para o Rali da Sardenha, permitindo aos concorrentes do WRC2, que tinham a Arábia Saudita nos seus planos, realinhar os seus calendários.
A grande incógnita reside agora no acordo que a FIA, os organizadores e as equipas conseguirão arquitetar. Tudo está em cima da mesa: o cancelamento puro e simples, sem substituição, ou a substituição da prova. Resta saber qual será o capítulo final desta saga.








