F1: Marko afirma que Red Bull terá “Party Mode”

Por a 8 Janeiro 2019 16:15

Alguns dias após o surgimento de rumores que afirmavam que a Honda estava com problemas no desenvolvimento da sua unidade motriz, Helmut Marko veio a público dizer que espera da Honda mais ganhos ao nível da potência e que a equipa poderá ter um “Party Mode”.

A expressão “Party Mode” começou a ficar conhecida na F1 graças à Mercedes que tinha um modo de potência mais elevado que usava em qualificação ou quando necessário em corrida. O Party Mode é sinónimo de mais potência, mas para isso é preciso ter uma unidade motriz que o permita. A Renault e a Honda, por estarem mais atrasadas no desenvolvimento das unidades não tinham esse “luxo”.

O responsável da Red Bull mostrou-se otimista quanto ao desenvolvimento feito pelos japoneses e revelou que espera ter mais essa arma para 2019:

“Os números deixam-nos muito otimistas, também em relação ao aumento da performance”, disse Marko ao Motorsport.com. “Pela primeira vez também podemos celebrar com um ‘Party Mode’! O motor da Honda já está um pouco acima do motor da Renault. Se combinarmos os nossos dados de GPS com os dados fornecidos pela Honda, estaremos ao nível da Mercedes e da Ferrari. É claro que eles não ficaram a dormir. Mas eles já estão num nível tão alto que não podem mais muitos mais saltos significativos. Mesmo que tenhamos 15 a 20 cv a menos, isso não é diferente do que acontecia na nossa era com a Renault, com o motor de oito cilindros. Nós podemos compensar isso.”

Marko relembrou as diferenças que sentiram com os motores franceses:

“Estávamos na categoria B desde o começo. Faltava-nos até 70cv na qualificação. Dependendo da pista, em média, estávamos sempre pelo menos 40cv abaixo dos rivais. Os nossos dados de GPS mostram claramente o quanto perdemos nas retas e o quanto ganhamos nas curvas. Quando o poder da Ferrari estava no auge, a diferença era ainda mais extrema”.

O grande problema da Honda no início será novamente… a fiabilidade. Foi sempre esse o “calcanhar de Aquiles” da unidade japonesa. Apesar dos números apresentados serem interessantes, a Honda nunca conseguiu colocar todo o potencial em pista pois precisava rodar em modos de potência mais baixos para garantir a fiabilidade. Marko espera problemas nesse capítulo:

“Estamos cientes de que provavelmente será difícil ao nível da fiabilidade. Provavelmente não conseguiremos fazer a temporada toda com três motores. Mas se escolhermos as pistas corretas, poderemos compensar isso em poucas voltas. Esse será o conceito, que conscientemente aceitamos penalizações se necessário.”

Fica assim claro que a Honda poderá não apresentar um motor tão fiável quanto o desejado, mas que poderá compensar esse fator com a potência adequada. Venha fevereiro para podermos perceber se esse plano irá resultar.

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