A idade traz experiência e uma nova visão das coisas. Lewis Hamilton tem referido várias vezes a sua evolução como piloto e como homem e a sua postura tem mudado.
Hamilton dá agora mais importância à equipa e terá no final do ano passado pedido a todos os membros da sua equipa para colocarem no papel o que achavam que ele devia melhorar. Esta maior preocupação com o objectivo da equipa vem também com a menor pressão que coloca sobre si, no que a conquistas diz respeito e porque sabe que só em equipa poderá chegar ao sucesso:
“Agora, o meu objectivo é ajudar a equipa a conseguir o máximo de pontos e a terminar o mais alto possível”, disse ele quando questionado sobre a diferença de sua posição para pilotos como Max Verstappen, da Red Bull, que não têm nada a perder em termos de título. “Quando estamos um pouco mais atrás, estamos também disposto a correr um pouco mais de risco para ganhar uma posição extra e, quando se está na liderança, pensamos a longo prazo. É uma diferença subtil, mas também quando somos mais jovem, não nos importamos tanto. Agora quando estou no carro, penso no quanto espaço tenho para dar a cada piloto, no facto de ter 2000 pessoas que fazem o meu carro e que confiam em mim para tomar a decisão inteligente e não serem egoísta ao tentar conseguir um lugar extra – o que seria bom, mas que pode ter o custo de potencialmente fazer perder o campeonato de construtores. Acho que, à medida que envelheci, tornei-me mais num “team player”, compreendendo que não posso vencer sempre.
“Quando somos mais novos, achamos que devemos vencer sempre. E eu entendo agora que isto é uma maratona, não um sprint. É algo que eu não sabia quando tinha 21 ou 22 anos “.
O sucesso que tem conquistado não o impede de querer sempre mais, numa busca incessante pela perfeição:
“Nunca é perfeito. É uma busca constante pela perfeição “, continuou Hamilton. “Mesmo no ginásio, durante o ano, há subidas e descidas, algumas semanas treinamos mais, algumas semanas menos. Veja alguns dos arranques: em Budapeste, tive a melhor largada, em Spa, a segunda melhor largada, e há outras corridas em que não aconteceu e precisamos descobrir o porquê. Há sempre coisas para melhorar É assim que a Fórmula 1 é e é o que eu amo. “
“Adoro fazer o que faço. Há um ou dois anos, era mais uma questão de quanto tempo duraria, mas estou a gostar cada vez mais, à medida que navego por esta coisa linda chamada vida. Então, estou empolgado com o que está para chegar em 2021. Em termos de motivação, é fácil, nunca foi essa a questão. Estou empolgado em ver como o desporto vai mudar. Será interessante ver se eles fazem um bom trabalho ou se fazem um mau trabalho, e como eu posso ajudar a mudar isso para a geração futura”.
Lewis Hamilton tem se mostrado cada vez mais motivado e apaixonado pelo que faz. O britânico, que há um par de anos ponderava seguir outros rumos como a moda ou a música, está agora focado a 100% na sua tarefa como piloto. De alguma forma encantou-se com a F1 de forma intensa, um encanto que se pensava perdido. E é com esta motivação que tenta ser sempre cada vez melhor. Será difícil conseguir parar esta versão de Lewis Hamilton.












