Em fevereiro de 2022, Mario Andretti confirmou a existência de um acordo com a Renault para fornecimento da unidade motriz para uma possível entrada da Andretti Autosport na Fórmula 1. Passado um ano, pouco avançou neste processo apesar da estrutura norte-americana ter apresentado mais argumentos para se tornar na 11ª equipa da competição mundial, um deles foi a parceria com a Cadillac. Confirmado ficou agora, por parte da Alpine, que será a Renault realmente a fornecer a unidade motriz dos carros da equipa dos EUA, caso a sua candidatura seja aprovada pela FIA e Formula One Management (FOM).
O facto da Honda estar inscrita como fabricante de unidades motrizes para o próximo ciclo regulamentar (2026-2030) podia abrir uma porta a que o fornecimento à Andretti/Cadillac pudesse ser feito pelos nipónicos, que ainda não têm qualquer equipa cliente confirmada, mas o CEO da Alpine, Laurent Rossi, validou o anúncio do ano passado feito por Mario Andretti.
“Concordamos que, se conseguirem a sua licença para correr na Fórmula 1, vamos fornecer a unidade motriz”, disse Rossi à Reuters na apresentação do Alpine A523. “Mas cabe-lhes mostrar que podem juntar-se à F1 e para isso precisam de ultrapassar os desafios, o processo em curso onde apresentam a sua candidatura e mostram que trazem valor ao circo da F1 e às equipas em geral”.
Os motores Renault são apenas utilizados nos monolugares da Alpine e se há houve alturas em que membros da equipa francesa salientaram a importância que tem o feedback de pelo menos mais uma equipa sobre os componentes, Laurent Rossi salientou que “é bom ter, não é obrigatório”, acrescentando que “poderíamos utilizar uma segunda equipa, porque acumula mais dados em quatro carros do que em dois, mas também é uma desvantagem para a nossa equipa, por isso é preciso estar completamente bem estruturada. Não o podíamos ter feito há dois anos”.
A candidatura da Andretti tem sido um dos maiores temas de debate e divergência na Fórmula 1 nos últimos tempos, havendo quem defenda a entrada de uma equipa com tamanho historial no automobilismo e outros, uma larga maioria ao que parece, que não está de acordo com a entrada de qualquer nova equipa na competição.












