Lando Norris pede que sejam introduzidas melhorias nos atuais monolugares de Fórmula 1 devido ao desgaste físico que estes exercem sobre o corpo dos pilotos, afirmando que, apesar de tomadas medidas para atenuar este problema, esta questão “tem um preço” para os pilotos.
Desde a introdução dos novos regulamentos técnicos em 2022, que trouxeram de volta o efeito de solo aos monolugares de F1, as equipas depararam-se com os ressaltos ao longo das retas, que afectaram várias equipas. Embora tenham sido tomadas medidas para atenuar este problema, os carros continuam a estar equipados com configurações de suspensão rígidas. Esta configuração tem como objetivo manter os carros tão perto do chão quanto possível para maximizar o ‘downforce’.
“Certas pessoas pensam que não é mau e que costumava ser pior há muitos anos atrás”, disse Lando Norris sobre a questão do ‘bouncing’ afetar os pilotos. “Os tempos mudaram. Queixamo-nos de certas coisas, apenas queixas dos condutores de vez em quando, mas certas coisas também têm uma boa razão de ser, para o nosso próprio corpo, para a segurança e saúde”.
O piloto britânico esclareceu que “há áreas a melhorar, é preciso melhorar um pouco, porque as equipas fazem os carros mais rápidos e nós conduzimo-los, mas há certas alturas em que começa a ter consequências”. Realçando que “não é tão mau como era há dois anos”, Norris explicou que “ainda temos de conduzir os carros extremamente baixos e rígidos” e que isso pode ter impacto no futuro da carreira de cada piloto. “Isso tem um preço. Ainda me debato muito com o meu corpo, as minhas costas e todas estas coisas. Agora tenho de fazer muita coisa, o que não tinha de fazer há uns anos atrás. Não diria que é diretamente por causa do carro. É natural para mim, tenho de trabalhar nisso, mas penso que, a longo prazo, as coisas têm de ser melhoradas”.










