Lance Stroll reconheceu que a Aston Martin enfrenta um atraso significativo na preparação para a nova temporada da Formula 1 de 2026, admitindo que a equipa está, nesta fase, vários segundos atrás das formações de topo.
O novo monolugar, concebido sob a liderança de Adrian Newey, tem evidenciado dificuldades tanto ao nível do desempenho como da fiabilidade durante os testes de pré-temporada no Bahrein. Na quarta-feira, Stroll ficou a mais de cinco segundos da melhor marca, enquanto Fernando Alonso registou igualmente tempos acima dos quatro segundos de diferença face aos mais rápidos.
Embora os tempos absolutos em testes devam ser analisados com cautela, a equipa não esconde os desafios que enfrenta. Parte das dificuldades parece estar associada à nova unidade motriz desenvolvida pela Honda, agora parceira exclusiva da Aston Martin.
Apesar de o conceito técnico do AMR26 ter sido descrito como uma das interpretações mais arrojadas das novas regras, os resultados em pista ainda não refletem esse potencial. A estrutura britânica assume que será necessário um trabalho profundo de desenvolvimento para recuperar competitividade ao longo da temporada.
A moment for this livery. 😮💨#AMR26 pic.twitter.com/1LLfOGYNko
— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) February 11, 2026
Lance Stroll afirmou aos jornalistas no Bahrein:
“Neste momento parece que estamos quatro segundos atrás das equipas de topo, quatro segundos e meio. É impossível saber com que cargas de combustível e configurações os outros estão a rodar. Mas agora precisamos de encontrar quatro segundos de performance É simplesmente uma diferença de aderência e de performance. Não acho que isso caia do céu. É preciso melhorar e encontrar desempenho no carro e no motor.”
Questionado sobre os aspetos positivos do monolugar, respondeu de forma irónica:
“A pintura está bonita.”
Referindo-se ao papel de Adrian Newey como diretor de equipa, comentou:
“Ele é totalmente focado na performance. Está obcecado em encontrar mais desempenho para o carro e é um grande líder. Estamos onde estamos. Queremos lutar por vitórias? Sim. Estamos a lutar por vitórias hoje? Não parece. Isso significa que não podemos lutar por vitórias no futuro? Não, acredito que podemos. Não tenho uma bola de cristal. Não parece extraordinário.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA











