F1: Kimi Antonelli prefere lidar com as emoções de forma aberta
Kimi Antonelli explicou que prefere lidar de forma aberta e honesta com as suas dificuldades ao volante da Mercedes, em vez de esconder emoções ou fragilidades.
Depois de um início promissor na sua época de estreia na Fórmula 1, com bons desempenhos e até um pódio no Canadá, os resultados caíram nas rondas europeias, onde os pontos se tornaram escassos. No Grande Prémio da Bélgica, após ser eliminado logo na primeira fase da qualificação sprint, o jovem piloto mostrou-se visivelmente emocionado perante os jornalistas.
Antonelli admitiu que essa exposição pública foi uma escolha consciente:
“Às vezes, a melhor forma é simplesmente deixar tudo sair, em vez de guardar para nós. Guardar só acaba por doer ainda mais”, afirmou.
Hungary, through our lens 📸 pic.twitter.com/xzwrpMz51I
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) August 5, 2025
O italiano confessou sentir frustração por não conseguir traduzir em pista o potencial que acredita ter, mas reforçou que expressar abertamente esses sentimentos acabou por o ajudar:
“Estava realmente frustrado com as minhas prestações porque sinto que o meu potencial é muito maior do que aquilo que tenho mostrado. Foi um bom momento para deitar tudo cá para fora e, no fim, senti-me muito melhor.”
Antonelli tem contado com o apoio da estrutura sénior da Mercedes, que o defende neste processo de adaptação. Apesar de ser pouco comum ver pilotos de Fórmula 1 exporem as suas emoções desta forma, o jovem acredita que essa honestidade o torna mais forte e o ajuda a lidar com as exigências da categoria.
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Pity
17 Agosto, 2025 at 15:11
Não há mal nenhum em pilotos mostrarem publicamente as suas emoções. Aquelas tretas machistas de que “um homem não chora”, “um homem não deve mostrar as suas fraquezas” e outras similares, são coisas do passado. Homens e mulheres devem poder expressar livre e igualmente os seus sentimentos, frustrações ou alegrias. Por isso, Antonelli faz bem em abrir-se sobre as suas emoções.
Antonelli chegou mal preparado à F1. Faltou-lhe a F3 e, na F2, estava mais focado na F1 do que na própria F2. Sim, tinha os pontos necessários, pelas conquistas nas fórmulas iniciais, mas ninguém salta do ensino básico directamente para a universidade. A sorte, é que este é um ano de fim de regulamento, um ano que serve para aprender, sem se preocupar com resultados.
Carlos Costa
17 Agosto, 2025 at 16:35
Dizer e o que frustra de forma emocionada é algo que deixámos de ver na F1 e no desporto em geral as entrevistas agora são exercícios de respostas ” plásticas ” e politicamente correctas ….
O Mansel , Piquet , Senna ,Prost hoje seriam cancelados….