Kevin Magnussen diz não ter tido medo quando correu em Spa, 24 horas depois da morte de Anthoine Hubert, algo que, segundo o próprio, não o impediu de ficar afetado:
“Eu não tinha esses pensamentos.” – disse o dinamarquês sobre as frases de Daniel Ricciardo onde o piloto da Renault admitia que a morte de Hubert obrigava os pilotos a pôr as coisas em perspetiva.
“Eu queria conduzir, mas era claramente desconfortável. Tenho medo da morte, e não apenas num carro. Eu não sou um idiota, embora possa parecer às vezes. Mas era uma loucura a diferença que fazia quando eu pegava no meu capacete e saía para a pista. Aí estás num estado especial onde não há medo. Provavelmente é algo a que nós nos habituamos e que construímos ao longo de muitos anos. Apenas desligamos essa parte do cérebro. Tenho a certeza de que alguns cientistas serão capazes de explicar o que acontece.” – disse Ricciardo.
Magnussen disse que os paddocks sentiram muito o acontecimento trágico que aconteceu na primeira corrida de Fórmula 2 no fim de semana da Bélgica:
“Não estava à espera, ainda por cima hoje em dia. Com o Jules (Bianchi) pareceu ser um acidente estranho e ele não morreu ali. Já todos estavam mais preparados. Ele bateu num trator primeiro. Foi muito azarado. Com o Hubert parecia um verdadeiro acidente de corrida, foi um lembrete de que ainda é um desporto perigoso. Foi um choque enorme. Ver a família de Anthoine de pé com o capacete, simplesmente horrível. Espero nunca mais ter de experienciar algo semelhante” – disse o piloto da Haas.









