O presidente da Ferrari, John Elkann admitiu que a Ferreari não deverá ser competitiva antes de 2022.
O cenário na Ferrari é claro… o carro de 2020 tem fragilidades que dificilmente poderão ser compensadas para permitir uma luta pelo título. E com a chegada de novos regulamentos em 2022, a aposta da equipa deverá recair sobre a nova janela de oportunidade que se abre. John Elkann, numa entrevista a Gazzetta dello Sport, abriu o jogo:
“Temos um longo caminho pela frente. Quando [Jean] Todt iniciou esse ciclo histórico (de cinco títulos consecutivos) em 2000, vínhamos de um jejum que durou mais de 20 anos. Levou tempo, desde quando ele chegou em 1993 até a Ferrari de voltar às vitórias. O importante, então, é trabalhar dentro e fora da pista, trazendo coesão e estabilidade, construindo a Ferrari que queremos, passo a passo”.
“Este ano não somos competitivos por causa de erros de design de carros”, disse Elkann. “Tivemos uma série de fragilidades estruturais que existem há algum tempo na aerodinâmica e dinâmica do veículo. Também perdemos a potência do motor.”
“A realidade é que nosso carro não é competitivo. Vimos isso na pista e veremos novamente”.
Apesar da Ferrari ter apoiado a decisão tomada para a manutenção dos monolugares de 2020 para 2021, sabia que iria pagar caro por ter uma máquina pouco competitiva este ano e por entender que seria difícil fazer face a essa dificuldade.
O presidente da Ferrari também abordou a decisão da equipa de não renovar o contrato de Sebastian Vettel e substituí-lo pelo espanhol Carlos Sainz.
“Nos últimos 10 anos, tivemos campeões como (Fernando) Alonso e Vettel, que foram campeões mundiais”, disse Elkann. “Mas é indubitavelmente mais difícil reconstruir um ciclo e pedir paciência àqueles que já venceram em comparação àqueles que têm o futuro pela frente. Estamos a lançar as bases para a construção de algo importante e duradouro, e o contrato que assinamos com Charles prova isso: cinco anos, nunca um contrato foi tão longo na Ferrari. Leclerc e Sainz tornarão Maranello sua casa, ficarão próximos de nossos engenheiros. A nova máquina nascerá com eles”.











