Quando vemos reestruturações nas equipas, é habitual ver um plano com uma janela temporal definida. A Alpine, por exemplo, tinha um plano para voltar aos sucessos do passado em 100 corridas (mais ou menos cinco anos). Para James Vowles, chefe da equipa Williams, isso não faz sentido.
Vowles sabia, quando aceitou o desafio de pegar na batuta da Williams, que o sucesso não viria de um dia para o outro e fez questão de avisar a estrutura responsável. Mas, ao mesmo tempo, não vê qualquer interesse em apontar datas específicas para chegar a certos objetivos:
“Quando fui entrevistado para vir para cá, dei-lhes uma visão muito clara do tempo que demoraria, e é muito tempo”, disse Vowles ao Motorsport.com. “Isso não mudou. O mesmo aconteceu com Pat [Fry] quando ele entrou. O Pat foi muito claro comigo: ‘Isto vai demorar um pouco’. Eu disse: ‘Eu sei, e a direção também sabe’. Por isso, é preciso apresentar coisas sensatas, mas quando se faz uma apresentação com mais de três anos de antecedência, é uma incógnita. Definitivamente a cinco, 100% a 10. Estabelecer um objetivo de dizer que vamos ficar em terceiro lugar em cinco anos não é, honestamente, a direção certa, porque é uma coisa extremamente insignificante. O que é mais importante é mostrar que temos estruturas e sistemas que nos conduzem a esse objetivo no tempo”, explicou Vowles.”O que se pode apresentar mais é a forma como pensamos que nos podemos colocar no caminho certo e quais são os principais marcos que procuramos nessa viagem. O que eu tenho feito com muito cuidado é garantir que tudo o que estamos a demonstrar e a prometer está alinhado com a realidade controlada. E quando começa a divergir da realidade controlada, é preciso voltar a dizer: ‘ É aqui que estamos e é aqui que temos de avançar'”.










