F1: James Allison crê que “questões operacionais” serão fatores diferenciadores com margens tão curtas

Por a 18 Fevereiro 2024 10:34

James Allison está otimista para a próxima temporada da Fórmula 1, tendo por base a sua noção que deveremos ter uma temporada mais competitiva e equipas mais próximas na frente da classificação. O diretor técnico da Mercedes crê que que todas as equipas, em particular a Red Bull, se esforçarão por alcançar melhores tempos por volta na terceira temporada dos regulamentos de efeito de solo introduzidos em 2022, uma vez que os conhecimentos adquiridos nos anos anteriores levam a que todos tenham uma base mais sólida para o desenvolvimento dos seus monolugares.

Apesar da Red Bull ter apresentado um monolugar mais agressivo do que o antecipado, Allison baseia-se, não só, no facto da competição estar a operar sob os regulamentos mais prescritivos até à data, mas também nas características inerentes a este tipo de carros.

“Se virmos o que aconteceu no ano passado, percebemos que, desde o início até ao final da época, embora o domínio da Red Bull fosse quase total e não parecesse vulnerável até à última corrida do ano, esta é uma grelha que está a ser gradualmente comprimida”, salientou Allison, recordando que no primeiro segmento da qualificação, “todos os carros” estiveram separados por “um segundo uns dos outros e isso não é coincidência, é uma tendência que aconteceu a partir de 2020, continuou em 2023 e penso que continuará a mostrar-se em 2024”. 

Zak Brown, diretor executivo da McLaren, já tinha dito que considera que a Fórmula 1 está cada vez mais competitiva entre todas as dez equipas da grelha, tendo os primeiros sinais dados ainda na temporada passada, argumentando que por isso, “a Fórmula 1 vai ser diferente de tudo o que já vimos antes”

Por isso, Allison acredita que para além da Mercedes, “o meu palpite é que desta vez vai ser relativamente mais movimentado perto do topo da grelha” do que em 2023.

Havendo um desempenho mais uniforme dos carros, serão “as questões operacionais – a excelência do piloto, a fiabilidade do carro, a competência das equipas que o operam – a começarem a tornar-se potencialmente os fatores diferenciadores”. 

Em relação aos monolugares em pista, James Allison considera normal que as equipas sigam um rumo semelhante em termos de design, apesar de admitir que há algum espaço para inovar.

Foto: Peter Fox/Getty Images/Red Bull Content Pool

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