A McLaren vai trocar as unidades de potência da Honda pelas da Renault em 2018, mas interessa perceber como que se irá a equipa britânica a essa realidade. Depois de três anos com o construtor nipónico, que afetaram a credibilidade do mesmo, há aspetos que interessa perceber na ligação entre a formação de Woking e a marca francesa. E apesar do acordo entre as duas partes ter sido anunciado em Singapura, foi estudado com várias semanas de antecedência, pois as implicações são imensas.
Também se sabe que ‘em cima da mesa’ chegou a estar um possível acordo com a Mercedes e até a Ferrari, hipóteses que ‘esbarraram’ com os atuais clientes de ambas as marcas. Isto mesmo tendo em conta que nesse caso a McLaren nunca iria dispor de motores de 2018. E foi exatamente isso que ‘empurrou’ os responsáveis da equipa britânica para a Renault e para um acordo que teve de implicar a Toro Rosso, já que a marca do losango sempre afirmou que apenas poderia ter propulsores para três equipas.
Resolvida a questão da substituição do motor Honda, levanta-se a incógnita de como a McLaren poderá ser mais competitiva com as unidades de potência da Renault, se nem a Red Bull consegue estar ao mesmo nível de Mercedes e Ferrari. Acredita-se que os recursos da equipa de Woking a ajudarão a ser pelo menos tão competitiva como a formação de Milton-Keynes, nomeadamente em termos de pesquisa e desenvolvimento de chassis, monocoque e caixa de velocidades. Mas também se sabe que a integração desses elementos feitos ‘dentro de portas’ naquilo que Viry-Châtillon faz não será assim tão simples. E qualquer coisa que atrase o desenho dos componentes terá consequências nos prazos e nos custos. Isto já sem falar no halo, que poderá acrescentar mais atrasos na conceção final dos McLaren de 2018.








