Foi um fim de semana de grande alegria para a Honda. A marca nipónica conseguiu finalmente a sua primeira vitória na era turbo-híbrida da F1.
Ninguém contava com esta surpresa, mas Max Verstappen fez questão de angariar mais fãs para a sua já vasta “armada laranja”. Os japoneses terão ficado certamente muito felizes com o resultado da última prova.
A Honda entrou em 2015 na F1, convencida pela McLaren a reviver os anos 80/90. Mas desta vez a história não foi de sucesso e os problemas sucederam-se até ao inevitável divórcio. Quem aproveitou foi a Red Bull que pegou no plano gizado por Ron Dennis.
Foram necessárias apenas nove provas para que a parceria Red Bull / Honda desse frutos, e logo numa altura crucial, em que uma clausula permitiria a Max Verstappen escolher outra equipa para o seu futuro caso não ganhasse. Foi no fio da navalha… tal como a vitória de Verstappen.
O holandês ainda se queixou de falta de potência, mas continuou a atacar. Os engenheiros tiveram de lidar com as altas temperaturas e operaram a nova unidade motriz nos limites. Essa gestão obrigou a retirar alguma da potência para salvar o motor, mas foi o suficiente para a tão desejada vitória.
Este primeiro lugar surge no GP 430 da Honda e é a 73ª vitória de um motor nipónico na F1 ao longo de 29 épocas. A última vitória tinha sido em 2006, na Hungria, pela mão de Jenson Button. A juntar a este palmarés temos 177 pódios, 77 poles e seis títulos consecutivos de 1986 a 1991. A Honda voltou a sorrir graças ao talento de um jovem predestinado.
Que pensará agora Ron Dennis, que quis este cenário para a sua McLaren? Que pensará Zak Brown que dispensou a Honda em detrimento de uma Renault que dificilmente dará o mesmo tratamento exclusivo que a Honda poderia dar. Liderar é decidir e foram tomadas as decisões consideradas as mais adequadas. O tempo dirá quem tem mais razão.












