A vontade da Liberty em aumentar o número de provas continua a não agradar a generalidade dos intervenientes na F1. O anúncio da prova do Vietnam irá colocar mais uma pista no calendário (a não ser que algumas das existentes seja excluída), e tal não parece agradar a Lewis Hamilton.
O campeão do mundo não concorda com o rumo que a Liberty está a tomar e não quer um aumento do nº de provas:
“Já parece que temos 25 corridas este ano, e não acho que isso seja bom para mim”, disse ele. “Acho que 18 corridas por ano, foi provavelmente o melhor compromisso que tivemos. Adoro corridas, mas a temporada é longa. É necessário um grande compromisso de todos e é muito tempo longe das famílias. As temporadas estão a ficar mais longas e o tempo de folga cada vez menor. Só posso falar por mim. O intervalo entre uma época e a seguinte é tão curto que começamos a preparação logo que a temporada termina. Ter a mente preparada torna-se difícil. Torna-se necessário encontrar uma maneira de desligar e recuperar ao mesmo tempo. É mais provável que eu não esteja aqui se chegarmos a 25 corridas, com certeza.”
O problema da sobrecarga das equipas começa a ser cada vez mais falado. O aumento do número de provas exige muito, não só dos pilotos, mas também das equipas, quer seja do staff, dos engenheiros e dos mecânicos. O tempo de descanso é cada vez menor e o aumento de provas levará ao esgotamento das equipas ou à contratação de mais pessoal aumentando os custos. A F1 tem de encontrar o equilíbrio entre uma equipa recheada e o bem-estar das equipas. Como Hamilton disse, 18 a 20 corrida parece ser o ideal. Mais que isso é estar a exigir demasiado e a qualidade do espetáculo pode ficar condicionada com isso. Este ano tivemos três corridas seguidas e o resultado não foi o melhor. É preferível menos, mas com qualidade.









