F1, Haas: inconsistência, com sinais claros de crescimento

Por a 11 Agosto 2025 17:30

Passo a passo, a Haas trilha um caminho mais promissor do que aquele que se vislumbrava em 2023. Após um período de desnorte, com apostas falhadas e um desempenho irregular, a liderança de Ayao Komatsu devolveu vitalidade à estrutura americana.

Já tínhamos elogiado o trabalho do engenheiro japonês, que assumiu o comando no início de 2024 e rapidamente deixou bons sinais. No segundo ano do seu “reinado”, o desafio não ficou mais fácil. Com 2026 à porta, equipas de menor dimensão, como a Haas, precisam de equilibrar a competitividade imediata com a preparação para a nova era.

Nova dupla num começo de 2025 atribulado

A mudança de pilotos foi outro desafio: a saída de Kevin Magnussen e a ida de Nico Hülkenberg para a Sauber abriram espaço para Esteban Ocon e o estreante Oliver Bearman. A curto prazo, a falta de referências era um risco, mas a longo prazo pode ser uma aposta inteligente, dando tempo para ambos se adaptarem à equipa antes de 2026.

A temporada começou mal, com um Grande Prémio da Austrália tão desastroso que Komatsu chegou a pensar que havia algo partido no carro. No entanto, seguiram-se três corridas consecutivas nos pontos, alimentando esperanças de uma reviravolta épica. A realidade, contudo, impôs-se: o VF-25 carece de apoio aerodinâmico consistente, e a falta de downforce constante limita o seu verdadeiro potencial. Melhorou em relação a 2024, mas a inconsistência continua a ser um travão.

Ocon garante estabilidade, Bearman com vida dificultada pelo carro

A equipa introduziu atualizações em Suzuka, Ímola e Silverstone, oscilando entre boas prestações e corridas medianas. Ao fim da primeira metade da temporada, soma sete presenças nos pontos e 35 pontos no total — 27 deles de Esteban Ocon, claramente o líder em pista. O francês, com experiência em equipas de meio da tabela, ocupa o top 10 do Mundial e mantém um nível sólido.

Já Bearman tem mostrado o melhor e o pior. Rápido e com potencial para ser um bom piloto de F1 no futuro, também acumulou erros no arranque do ano. É vítima de um carro exigente que, por vezes, o empurra para além do limite confortável. Quando arrisca, comete erros; quando não arrisca, perde destaque.

Nota positiva, com mais empenho de Gene Haas

A primeira metade de 2025 não pode ser considerada negativa. O “efeito Komatsu” mantém-se, e até Gene Haas parece mais empenhado em investir, como prova a nova motorhome. A luta pelo sétimo lugar de 2024 continua em aberto, parecendo algo ambicioso para a estrutura americana, olhando à evolução da concorrência. Ainda assim, face ao arranque difícil, a Haas está numa posição encorajadora.

Notas:

  • Haas: 6/10
  • Esteban Ocon: 7/10
  • Oliver Bearman: 5/10

Fotos: Philippe Nanchino /MPSA

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