George Russell revelou que Toto Wolff poderia ter sido “substancialmente mais rigoroso” nas negociações que culminaram na sua renovação contratual com a Mercedes. O novo acordo, confirmado na semana que antecede o Grande Prémio dos Estados Unidos, prolonga a ligação entre o piloto britânico e a equipa de Brackley até 2026, embora se acredite que nem todos os detalhes foram divulgados publicamente.
A renovação foi alvo de especulação, sobretudo devido ao atraso na confirmação e à alegada insatisfação de Russell com a duração inicial proposta, num contexto em que Wolff sondava Max Verstappen para uma eventual transferência. Mesmo depois de o neerlandês reafirmar o seu compromisso com a Red Bull até 2028, o acordo com Russell demorou a ser finalizado.
30 milhões por ano
Segundo informações não oficiais, o contrato prevê um salário anual de cerca de 30 milhões de libras, valor que Russell considera justo, sublinhando que Wolff optou por o “recompensar pelo empenho e pelos resultados em pista”.
O piloto de 26 anos destacou ainda que o seu objetivo principal é dispor de um carro competitivo, capaz de lutar por títulos. Desde que ingressou na Mercedes em 2022, a equipa não lhe tem proporcionado essa oportunidade, mas Russell acredita que a revisão dos regulamentos técnicos e de motor prevista para o próximo ano colocará novamente a Mercedes na luta pelo campeonato.
“Muito feliz com a oferta”
“Estou muito satisfeito com o contrato. O Toto podia ter sido muito mais exigente se quisesse, mas reconheceu o trabalho e o desempenho. Mas acho que ele reconhece realmente que é preciso recompensar aqueles que estão a cumprir, que se esforçam para entregar os resultados na pista.”
“E é por isso que estou aqui com um sorriso na cara, porque estou muito feliz com a oferta. Como disse, podia ter sido muito mais apertado se ele [Wolff] quisesse”, acrescentou. “Portanto, esse é o bónus, mas o objetivo principal para mim é um carro de corrida rápido”, concluiu o piloto










