O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, deverá recandidatar-se sem oposição nas próximas eleições, após o norte-americano Tim Mayer ter anunciado a retirada da sua candidatura por falta de apoio suficiente para formalizar a proposta.
Mayer, que lançou a sua campanha durante o Grande Prémio da Grã-Bretanha, em julho, apresentava-se como o principal rival de Ben Sulayem e prometera pôr fim ao que descreveu como um “reinado de terror”. No entanto, o candidato reconheceu não conseguir reunir as condições exigidas pelos regulamentos eleitorais da federação, criticando abertamente a estrutura da FIA durante a conferência de imprensa em que anunciou a desistência.
“Simplificando, não há escolha. Não haverá votação entre ideias, nem disputa de visões, nem teste de liderança. Haverá apenas um candidato, e isso não é democracia — essa é a ilusão da democracia” disse Mayer citado pelo jornalista Adam Cooper.
De acordo com o regulamento, cada candidato deve apresentar uma lista presidencial completa até 24 de outubro, incluindo nomes para cargos-chave como o presidente do Senado, os vice-presidentes para o Desporto e para a Mobilidade e Turismo, bem como sete vice-presidentes regionais para o Desporto. Estes devem ser escolhidos de uma lista oficial de 29 candidatos aprovados pela FIA, representando diferentes regiões do mundo.
O impasse surge porque apenas uma candidata da América do Sul, Fabiana Ecclestone (Brasil), foi aprovada para integrar a lista — e é amplamente reconhecido que apoia Ben Sulayem. Como as regras impedem que um mesmo nome figure em mais do que uma candidatura, tornou-se impossível para Mayer — e para as outras potenciais oponentes, Laura Villars e Virginie Philipott — apresentar listas válidas, deixando assim o caminho livre para a reeleição de Ben Sulayem sem concorrência.







