George Russell defendeu que é prematuro avaliar negativamente os regulamentos técnicos de 2026 da Fórmula 1, numa altura em que vários pilotos já expressaram reservas quanto ao comportamento dos novos monolugares.
O piloto da Mercedes reconhece a validade de algumas críticas — nomeadamente a forte necessidade de poupança de energia — mas lembra que as unidades motrizes ainda estão numa fase inicial de desenvolvimento e deverão evoluir significativamente ao longo dos próximos anos. Recorda ainda que mudanças regulamentares anteriores também suscitaram contestação antes de atingirem maturidade competitiva.
Alguns pilotos demonstraram preocupação com a complexidade dos procedimentos de arranque e o risco acrescido de incidentes na largada. Russell admite que essa fase é atualmente exigente, embora garanta que houve progressos desde os primeiros testes e que a situação deverá estabilizar.
Por outro lado, aponta vantagens claras nos novos carros: dimensões mais reduzidas e menor peso, fatores que tornam a condução mais dinâmica e exigente fisicamente, aproximando a sensação de pilotagem de um kart e aumentando o envolvimento do piloto.
“As preocupações são válidas, mas estamos no quarto dia de um ciclo de desenvolvimento de três anos. Nada nasce perfeito no primeiro dia — evolui”, afirmou George Russell à Viaplay.“Em 2014 também houve muitas queixas e, no fim do regulamento, tínhamos os motores mais fortes de sempre. É cedo para tirar conclusões”, acrescentou. “As partidas são um verdadeiro desafio, mas já fizemos progressos desde Barcelona e espero que em Melbourne esteja resolvido”, explicou. “Os carros mais pequenos e leves são mais divertidos de conduzir. Agora lutamos mais com o carro e isso é positivo”, concluiu George Russell.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA










