A FIA não perdeu tempo e lançou hoje uma nova Diretiva Técnica para minimizar o “porpoising”. O efeito oscilatório foi muito violento em alguns carros no fim de semana do GP do Azerbaijão, os pilotos queixaram-se de mazelas físicas e do perigo que representava continuar assim. A FIA sentiu a necessidade de intervir para que as equipa fizessem os necessários ajustes.
Eis a Diretiva Técnica lançada hoje:
“Após a oitava jornada do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 FIA deste ano, durante a qual o fenómeno das oscilações aerodinâmicas (“porpoising”) da nova geração de carros de Fórmula 1, e o efeito deste durante e após a corrida sobre o estado físico dos pilotos foi mais uma vez visível, a FIA decidiu que, no interesse da segurança, é necessário intervir para exigir que as equipas façam os ajustes necessários para reduzir ou eliminar este fenómeno.
“Foi emitida uma Directiva Técnica para dar orientações às equipas sobre as medidas que a FIA pretende tomar para enfrentar o problema. Estas incluem:
- Um exame mais atento das tábuas e patins [usados nos fundos do carros], tanto em termos da sua conceção como do desgaste observado
- A definição de uma métrica, baseada na aceleração vertical do carro, que dará um limite quantitativo para um nível aceitável de oscilações verticais. A fórmula matemática exata para esta métrica está ainda a ser analisada pela FIA, e as equipas de Fórmula 1 foram convidadas a contribuir para este processo.
“Para além destas medidas a curto prazo, a FIA convocará uma reunião técnica com as Equipas a fim de definir medidas que reduzam a propensão dos automóveis para exibirem tais fenómenos a médio prazo.
A FIA decidiu intervir após consulta com os seus médicos, no interesse da segurança dos pilotos. Num desporto em que os concorrentes conduzem regularmente a velocidades superiores a 300km/h, considera-se que toda a concentração de um piloto tem de se focar nessa tarefa e que o cansaço ou dor excessivos sentidos por um piloto podem ter consequências significativas caso resultem numa perda de concentração. Além disso, a FIA tem preocupações em relação ao impacto físico imediato sobre a saúde dos pilotos , alguns dos quais relataram dores nas costas na sequência de acontecimentos recentes”.









