A Ferrari optou por retirar a sua inovadora asa traseira rotativa, conhecida como “Macarena”, após a sessão de treinos livres do Grande Prémio da China. A decisão foi justificada por Frédéric Vasseur como uma medida necessária para garantir mais recolha de dados antes da sua utilização em contexto competitivo. Mas o regresso está para breve.
A nova asa traseira, inicialmente testada na pré-temporada no Bahrein, destaca-se por um sistema móvel que permite uma rotação significativa, com o objetivo de aumentar a eficiência aerodinâmica em reta. No entanto, o componente teve uma utilização muito limitada até agora.
Em Xangai, a Ferrari voltou a testar a solução durante o único treino livre do fim de semana de sprint, utilizando-a nos monolugares de Lewis Hamilton e Charles Leclerc. Ainda assim, a equipa decidiu removê-la antes da qualificação sprint, optando por uma configuração mais convencional.
Segundo Vasseur, a prioridade passa por acumular quilometragem e validar a fiabilidade do sistema, num contexto em que os testes fora dos fins de semana de corrida são inexistentes. A equipa pretende continuar a avaliar o componente nas próximas provas, antes de considerar a sua introdução definitiva.
Frédéric Vasseur, chefe de equipa da Ferrari:
“Não conseguimos acumular quilometragem suficiente com a asa traseira. Com o formato atual, temos apenas o primeiro treino livre para testar este tipo de componentes, já que não há testes entre corridas. Se queremos recolher dados, temos de o fazer nas sessões disponíveis. Vamos provavelmente voltar a testá-la na próxima corrida. Quando tivermos garantias ao nível da fiabilidade e da utilização, então poderemos introduzi-la durante todo o fim de semana.”











