Anomalia no túnel de vento: Ferrari encontra a solução para o bouncing
A Ferrari enfrentou recentemente desafios técnicos envolvendo a discrepância entre os dados obtidos no túnel de vento e o comportamento real do carro na pista, o que gerou problemas de bouncing.
Esta anomalia foi identificada como um dos principais fatores que comprometiam o desempenho do carro em circuitos de alta velocidade. A equipa acredita que já conseguiu superar esses contratempos, comuns nas regulamentações de efeito solo atuais, com a introdução de ajustes específicos e melhorias contínuas.
Um dos momentos críticos ocorreu durante o Grande Prémio da Espanha, quando uma atualização no assoalho do monolugar trouxe resultados inesperados, causando um aumento do ‘bouncing’ nas curvas de alta velocidade. Como medida corretiva, a Ferrari optou por voltar à configuração anterior, do GP da Grã-Bretanha realizado em Silverstone e, posteriormente, reviu a geometria do assoalho para o GP da Hungria. Essa abordagem trouxe resultados positivos em termos de estabilidade e controlo e a Ferrari também demonstrou bom desempenho em circuitos citadinos como Baku e Singapura.
Jock Clear, um dos engenheiros da equipa, explicou o árduo processo de identificar e solucionar essas falhas destacando que o desenvolvimento de um Fórmula 1 é um processo contínuo, com desafios e descobertas frequentes. No contexto das regulamentações atuais, a Ferrari enfrentou dificuldades em otimizar a geometria do assoalho, dado que o túnel de vento possui fortes limitações em replicar as condições dinâmicas reais da pista. Segundo Clear, um dos fatores mais críticos é a altura do assoalho, pois pequenas variações nessa configuração podem afetar drasticamente a downforce gerada, influenciando o comportamento e o equilíbrio do carro durante as corridas.
FOTO MPSA/Phillipe Nanchino










