Fernando Alonso garantiu que as vibrações provocadas pelo conjunto Aston Martin/Honda continuam longe de estar resolvidas, apesar das primeiras medidas de mitigação testadas entre o Bahrein e o Grande Prémio da Austrália. Antes da prova de Melbourne, o diretor de equipa Adrian Newey já tinha alertado que a intensidade das vibrações, transmitidas do motor para o chassis e para a direção, podia colocar os dois pilotos em risco de “dano nervoso permanente” nas mãos, limitando Alonso a cerca de 25 voltas consecutivas e Lance Stroll a cerca de 15.
Na corrida, o espanhol acabou por parar duas vezes: inicialmente por indicação da equipa devido a um problema de dados, regressou à pista após uma breve intervenção, mas foi forçado à desistência definitiva na volta 21, muito antes da distância total de 58 voltas. Stroll também cumpriu uma passagem pelas boxes para resolução de problemas, mas regressou e completou 43 voltas, terminando em último e não classificado.
Vibrações “semelhantes ao Bahrein” e foco na evolução
Alonso descreveu o comportamento do AMR26 em Melbourne como “semelhante ao Bahrein”, sublinhando que “não é a melhor sensação com este nível de vibração” e que o problema continua a condicionar tanto o conforto físico como o potencial do carro. Segundo o espanhol, a Honda acredita ter reduzido parte das vibrações ao nível da bateria com modificações recentes, mas a equipa ainda não conseguiu isolar o chassis da mesma forma, pelo que o efeito sentido nas mãos e nos pés se mantém praticamente inalterado.
Em relação ao próximo Grande Prémio, na China, Alonso avisou que “não será diferente” e antecipou “mais um fim de semana difícil”, ainda com limitações de quilometragem e foco em acumular voltas para ajudar a equipa a compreender melhor o problema. Sobre a corrida, Alonso apontou a partida e as duas primeiras voltas, nas quais subiu de 17.º a 10.º, como “a parte mais divertida” do domingo, aproveitando melhor as dificuldades de arranque dos rivais provocadas pelas novas unidades motrizes. Depois disso, reconheceu que o carro caiu rapidamente para a realidade competitiva atual, antes de os problemas de fiabilidade e de dados ditarem o abandono.
FOTO MPSA Agency










