2022 traz muitas mudanças na F1, com os novos chassis a fazerem a sua estreia. Um mundo novo que precisa de ser muito testado, pelo que as equipas não querem apenas três dias de testes.
Os novos chassis trazem novos desafios. O novo conceito aerodinâmico significa que as equipas entram num mundo quase desconhecido, em que o apoio aerodinâmico é criado de forma diferente, dependendo mais do fundo plano e do efeito solo do que da aerodinâmica das asas e dos vórtices. Isso implica que as equipas afinem as suas máquinas de maneira diferente e o equilíbrio dos carros deverá também ser conseguido de forma distinta.
Mais que isso, as suspensões serão muito diferentes das que equipam agora os carros. Com as rodas de 18 polegadas, a absorção das irregularidades da pista deixará de ser feita pelos pneus e a suspensão terá de fazer esse trabalho. A afinação será também diferente. O novo conceito implica também que as unidades motrizes sejam integradas de forma diferente. Além disso, esperam-se muitas mudanças nas unidades motrizes que ficarão congeladas até 2024, pelo que os fornecedores deverão introduzir upgrades para garantir que mantêm a competitividade.
Por tudo isso e porque os pilotos enfrentaram máquinas com exigências diferentes, parece lógico que apenas três dias de testes é pouco com tanta informação para confirmar. Será preciso encontrar o equilíbrio, a eficiência financeira e o tempo mínimo indispensável para as equipas perceberem os novos carros.
“No próximo ano, teremos um carro totalmente novo. Não creio que três dias sejam suficientes”, disse o diretor da equipa AlphaTauri Franz Tost, citado pelo Motorsport.com. “Mas temos de encontrar um bom equilíbrio entre o número de dias e os custos, porque 2022 não será um ano muito barato. Por conseguinte, temos de ter em conta todos os fatores”.
O chefe de equipa da Aston Martin Otmar Szafnauer acrescentou: “Como Franz disse, teremos um carro novo no próximo ano e isso deverá afetar onde e quanto testaremos no próximo ano. Penso que três dias foi apropriado para este ano com o que aconteceu em 2020 relativamente à pandemia e à redução do desenvolvimento automóvel para esta época”.
Não será portanto de espantar se voltarmos a ter testes na Europa e divididos por duas semanas. A primeira poderá servir como uma espécie de shakedown e a segunda, já com dados recolhidos, para afinar melhor as máquinas. Talvez o formato de 2020 seja o mais indicado, com três dias de testes, seguidos de uma pausa, mais três dias de testes. Barcelona poderá ser a opção indicada, pois é uma das pistas mais exigentes a nível aerodinâmico. A meteorologia poderá ser um problema, mas é mais barato transportar as peças e os carros para as pistas da europa. Se a vontade de mudar o calendário existir e se Melbourne deixar de ser a primeira corrida, o sistema usado este ano pode ser uma solução complementar, com o Grande Circo a ir para o Bahrein fazer os testes e manter-se lá para a primeira corrida.
Não deverá tardar muito para sabermos mais, mas parece certo que não teremos apenas três dias.












Acho que deviam acabar com os testes, só servem para os especialistas especularem sobre quem usou mais areia ou menos combustível. lol