Com a Fórmula 1 agora a caminho de Las Vegas, a terceira corrida do ano nos EUA, na conferência de imprensa pós corrida de São Paulo, os pilotos foram questionados quanto ao facto da Liberty Media ter aproximado bastante mais a F1 dos Estados Unidos da América do Norte, bem como aproveitado o ‘efeito Netflix’ que se fez sentir, especialmente nos EUA, mas pelos vistos os pilotos não gostam muito. Disso, e não só!
Para Max Verstappen: “Não. Se calhar sou um pouco mais antiquado nesse aspeto. Gostava que as redes sociais nunca tivessem existido. Liberdade de expressão, certo?”
Já Fernando Alonso assegura que “nunca vi nada do Drive to Survive, nem mesmo a primeira temporada ou lá o que é, nunca vi nenhum episódio…”
Max Verstappen: “Tu conduzes para sobreviver? Eu conduzo para me divertir…”
Fernando Alonso aceita que se façam atividades paralelas, pois sente serem importantes para a F1, mas o que gosta mesmo é só das corridas: “mesmo que às vezes as voltas de desfile ou as apresentações e outras coisas do género não sejam o que mais gostamos de fazer antes das corridas, percebemos e tentamos equilibrar. Sabemos que é importante para o desporto, mas penso que os pilotos, as equipas e até mesmo os meios de comunicação social têm uma época muito longa, com muitas viagens, e nós só queremos correr, é disto que gostamos, e tudo o é externo, por vezes, é um pouco exagerado, mas compreendemos que o façam…” disse Alonso.
Quanto a Lando Norris: “Para ser sincero, vi, penso eu, o primeiro episódio em que participei, que foi no final da primeira temporada, e foi só isso. Foi tudo o que vi. O que acontece é que, quando sabemos tudo o que se passa aqui dentro, é bom quando nos fazem parecer bem, mas às vezes também nos fazem parecer mal. E é como a verdade real no final do dia. Continua a ser um espetáculo, é para entreter as pessoas. Isso não existe para mostrar talvez as coisas mais honestas sobre tudo o que acontece. Eu sei, é para o negócio, certo? É um negócio, a Fórmula 1, é um entretenimento. Por muito que eu não o faça por entretenimento, se não fosse televisionado todas essas coisas não teriam importância. Só quero conduzir, e é por isso que estou aqui. Não estou aqui para fazer todas as entrevistas e desfrutar de todas estas coisas. Adoro a Fórmula 1 porque adoro conduzir e competir contra estes tipos, correr e fazer todas essas coisas.
E mesmo desde que comecei, os media aumentaram muito mais, mas no mundo dos negócios, provavelmente faz sentido porque há mais dinheiro e tudo isso e normalmente é assim que funciona. Mas, como pilotos, não é uma coisa de que gostemos muito, mas há algumas vantagens para a F1, acho eu”, disse Norris.










