Mais uma polémica na F1 com a FIA à mistura. O final da corrida dos EUA, em Austin, foi marcada pela desclassificação de Lewis Hamilton e Charles Leclerc por apresentarem demasiado desgaste nas pranchas colocadas no fundo do carro. No entanto, a dúvida adensa-se, pois de quatro carros verificados, dois estava para lá da legalidade: 50%. E como estariam os outros?
As verificações finais são feitas de forma aleatória, normalmente incidindo sobre os carros que terminam nas primeiras posições, mas Martin Brundle, comentador de F1 questiona, tal como muitos outros, se não deveriam ter sido feitas verificações a mais carros:
“Numa pista acidentada como a de Austin, e com apenas uma sessão de treinos, definir uma altura ao solo para a duração do evento é um grande desafio no que diz respeito ao desempenho, à tolerância do piloto e do carro e, claro, à legalidade do desgaste das pranchas, especialmente com um depósito de combustível cheio”, escreveu Brundle na sua última coluna na Sky. “Se eles simplesmente levantassem o carro para serem cautelosos, perderiam tanto desempenho que mais valeria fazer as malas e ir para casa. Depois da corrida, quatro carros foram verificados, incluindo o Red Bull de Verstappen e o McLaren de Norris, e tanto o Mercedes de Hamilton como o Ferrari de Leclerc foram considerados demasiado desgastados, pelo que a única solução é a desqualificação, por mínima que seja a indiscrição. Não pode haver uma zona cinzenta nesta matéria. A próxima grande questão é que, se 50% dos carros testados falharam, então não deveriam ter sido verificados todos os finalistas? A resposta deve ser certamente afirmativa”.










