James Allison, diretor técnico da Mercedes é de opinião que o novo teto orçamental implementado este ano na F1 será um dos grandes desafios da Mercedes para esta temporada.
Parece claro para toda a gente que as equipas que gastam muito mais do que os 147.4 milhões de dólares que vão poder gastar este ano (145 milhões acordados, ajustados aos calendário de 23 corridas, ao invés das 1 para que o teto orçamental foi pensado) vão ter muito mais dificuldades em se adaptar do que as mais pequenas, pois essas não vão ter que fazer grandes ajustes, pois já vivem com muito menos meios há muito tempo. Mercedes, Red Bull, Ferrari, McLaren, Alpine terão que fazer ajustes, e provavelmente mais uma ou outra, só que a dimensão dos homens de Brackley, Maranello e Milton Keynes é muito mais, que, por exemplo, Enstone/Viry. Quem já lá esteve e conhece as fábricas sabe-o bem…
Falando do novo regulamento, o diretor técnico da Mercedes, James Allison, explicou como a Mercedes – que tem estado a correr com um orçamento muito maior – está a lidar com o limite de custos, enquanto tenta manter a sua vantagem competitiva: “Provavelmente a maior arma que poderíamos ter para atacar estes novos regulamentos financeiros de uma boa maneira, seria lançar um carro que seja rápido desde o início, porque um carro que seja rápido desde o início vai ser mais barato de manter rápido durante toda a temporada”, disse Allison, falando numa entrevista no canal oficial da Mercedes no YouTube.
“Portanto, esperamos colocar qualidade suficiente no carro no início do ano, para permitir que os nossos planos se desenrolem duma forma que nos permita operar a um nível elevado sob este novo constrangimento, onde estamos a lutar exatamente com as mesmas armas que todos os outros”, disse Allison, que só não diz que a vantagem das grandes equipas vai-se estender mais tempo, porque já utilizaram esses meios para trabalhar para 2021, e provavelmente 2022, pelo que os efeitos do teto orçamental só se vão perceber melhor dentro de dois, três anos.
Allison explica também como os Flechas Negras abordaram as restrições orçamentais: “Esta [abordagem] significa descobrir como podemos fazer componentes no nosso carro para durar mais tempo, como construí-los mais baratos e como garantir que mantemos o mesmo tipo de desempenho que anteriormente, apesar do facto de o nosso orçamento global ter descido”, explicou.
É um enorme desafio e a construção do carro é apenas uma parte dele. Temos de operar o carro, desenvolver o carro, temos de fazer toda a temporada com todas as incertezas que enfrentamos em termos da frequência com que pode haver acidentes, ou de quão fiáveis são os componentes, e depois precisamos de alocar recursos para corrigir isso”, disse.
Há também mudanças aerodinâmicas para lidar nesta época, uma vez que as equipas têm de mudar o chão dos carros e fazer alterações nas condutas dos travões traseiros, juntamente com outros pequenos ajustes – com Allison a acrescentar que a adaptação a essas regras tem sido o principal foco da Mercedes recentemente: “Muito do nosso foco nas últimas semanas e meses tem passado por tentar compreender qual o efeito dessas mudanças nos principais campos de fluxo à volta do carro e como tentar recuperar o desempenho que se perde quando se adota pela primeira vez esses novos regulamentos”, disse.









